Aumentando a competitividade através da interação com as ICT’s
Blogs e Colunas | Rodrigo Rocha 26/02/2018 07:00

A grande maioria das empresas é de micro e pequeno porte, tendo, por isto, muita dificuldade de realizar investimento no desenvolvimento de projetos inovadores. O desafio financeiro gera também maior deficiência na atração e retenção de profissionais com capacidade de realizar pesquisas internas para o desenvolvimento de produtos novos ou significativamente melhorados.

 

Diante desta realidade surge a possibilidade de realizar parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia - ICT’s (universidades e institutos de apoio e de desenvolvimento de pesquisas), que possuem uma estrutura preparada para a realização de atividades de inovação.

 

Porém a interação entre as ICT’s e as empresas geralmente não é muito fácil de ocorrer, devido a algumas questões referentes às culturas organizacionais, que não estimulam a interligação entre estas realidades tão distintas, mas que podem ser fortemente complementares.

 

Pelo lado das empresas existe um desejo de imediatismo nas soluções, uma dificuldade de estruturar as informações necessárias ao desenvolvimento de qualquer projeto inovador e uma aversão muito grande a qualquer tipo de risco financeiro. Já pelo lado das ICT’s o grande problema é mensurar os custos reais e potenciais resultados que serão obtidos, caso o projeto obtenha êxito.

 

Essas barreiras podem ser superadas através de um maior diálogo, que pode ser mais facilmente conduzido por instituições que possuem experiência em promover ações voltadas para uma maior integração entre os centros de conhecimento e os empresários, facilitando a comunicação entre as partes.

 

Instituições como o Instituto Euvaldo Lodi – IEL, Federação das Indústrias do Estado de Sergipe – FIES, SENAI, SEBRAE, SERGIPETEC, ITP, entre outras, realizam diversos eventos justamente com o objetivo de tentar estimular uma maior interação entre a classe empresarial e as ICT’s. Porém ainda existem muitas empresas e pesquisadores que possuem alguma resistência a estas ações complementares e que aos poucos estão aderindo às ações de interação, fortalecendo esse movimento tão positivo para ambas as partes.

 

É um processo lento, mas que está acontecendo de forma contínua e que conseguirá criar um ambiente cada vez mais propício ao desenvolvimento de projetos inovadores e com capacidade de trazer maior competitividade para as empresas sergipanas em um cenário de enorme concorrência, enfrentado pelas empresas.

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Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, Graduado e Mestre em Economia pela UFS. É Superintendente do IEL/SE, Coordena o Núcleo de Informações Econômicas e Supervisiona o Centro Internacional de Negócios da FIES. Lecionou em cursos tecnológicos, graduação e MBA. Faz palestras em Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos, da Inovação e de Carreiras.

E-mail: o_rocha1@yahoo.com.br


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