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Brasil e Mundo
13/09/2017 16:29:00- Atualizado em 13/09/2017 17:36:15
Relatório aponta Brasil como terceiro maior exportador de armas pequenas

As vendas globais de armas pequenas totalizaram US$ 6 bilhões em 2014, 3,4% a mais que em 2013, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (13) pelo centro de estudos Small Arms Survey, que revela que o Brasil e a Coreia do Sul são dois dos cinco primeiros exportadores.

Segundo o relatório atualizado sobre Armas Pequenas de 2017, os EUA continuam sendo o primeiro exportador de armas pequenas no mundo, com vendas de US$ 1 bilhão em 2014, último ano que conta com dados consolidados.

Os EUA são seguidos por Itália com US$ 689 milhões, Brasil com US$ 591 milhões, Alemanha com US$ 475 milhões e Coreia do Sul com US$ 349 milhões.

"A presença do Brasil e da Coreia do Sul entre os primeiros cinco exportadores demonstra uma mudança na dinâmica do comércio internacional de armas pequenas, em particular pela crescente globalização das fontes de fornecimento", apontou o diretor da Small Arms Survey, Eric Berman.

Junto com a Coreia do Sul "temos dois países não europeus, não norte-americanos exportadores de pequenas armas entre os primeiros cinco exportadores, e é a primeira vez que isso acontece e é a primeira vez que o Brasil supera o umbral de US$ 500 milhões", disse o pesquisador da Small Arms Survey, Paul Holtom.

As exportações brasileiras de armas pequenas foram sobretudo à Indonésia (mais de 80%), EUA e Emirados Árabes Unidos.

Segundo Holtom, uma tendência que foi observada entre 2013 e 2014 é "um aumento importante no valor das exportações de armas de fogo militares", dado que aumentou 49% até US$ 708 milhões.

Isso se deve principalmente a um forte aumento no valor das exportações brasileiras documentadas desde menos de US$ 1 milhão em 2013 a US$ 198 milhões em 2014, indicou.

Quanto às importações de armas pequenas, os EUA seguem sendo o principal comprador, mas pela primeira vez desde 2001 o seu valor caiu em 2014 12%, até US$ 2,2 bilhões.

Por regiões, as Américas representaram 40% das importações totais de armas pequenas, seguida por Europa (30%), Ásia e Pacífico (26%) e África (4%). Nas Américas o valor das importações aumentou em 2014 cerca de US$ 2,9 bilhões.

No lado da transparência, os piores países são Irã, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e pela primeira vez também Israel. As melhores notas são da Alemanha, Suíça, Holanda, Sérvia e Reino Unido.

Por categorias, os tipos mais são vendidas são as munições (38%), seguida por armas com fins esportivos ou de caça (21%), pistolas e revólveres (14%), armas militares (12%) e partes e componentes (12%).

 

Fonte: Agência EFE

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