Rodrigo Rocha
30/10/2017 07:00:00
A importância das pesquisas para a Tomada de Decisão

Como já falado em outras publicações, gerenciar uma empresa exige a tomada de decisões constantemente. Porém, muitas informações relevantes não estão disponíveis através das rotinas administrativas diárias do empreendimento. Diante disso, faz-se necessária a contratação de pesquisas ou buscar pesquisas realizadas por terceiros, que sejam confiáveis e que tragam informações relevantes para o negócio.

Para conhecer, por exemplo, a opinião dos clientes sobre seus produtos ou serviços ou para realizar uma pesquisa de clima organizacional, faz-se necessário aplicar questionários através de pesquisa realizada pela própria empresa ou por terceiros. Mas independente de quem vai realizar o levantamento, muitas empresas acabam falhando na fase mais importante, que é executar ações com base nas pesquisas. Muitas vezes nada é feito com a análise dos resultados ou pior, nem sequer é analisado o resultado.

Quando um questionário é aplicado, o respondente espera que os itens que foram avaliados negativamente tenham algum tratamento ou pelo menos um retorno e se nada é feito acaba gerando mais insatisfação do que antes da pesquisa ser realizada, pois se tem a impressão de que a empresa tem conhecimento de determinado problema e que nada faz para resolvê-lo ou nem tenta, ao menos, justificá-lo.

Diante disso, torna-se fundamental estruturar um processo para decidir quando realizar pesquisas, quem fará as avaliações e qual procedimento adotar em relação aos resultados. Todo esse caminho crítico torna-se mais fácil se o instrumento de coleta das informações for cuidadosamente elaborado, pois muitas pesquisas também geram problemas por terem perguntas para as quais a empresa já sabe, previamente, que não tomará nenhuma atitude.

Além das pesquisas próprias, existem também pesquisas realizadas por terceiros e que permitem avaliar cenários econômicos e sociais em que a empresa está inserida, facilitando a tomada de decisões mais acertadas. Existem, por exemplo, pesquisas que mostram se o segmento econômico a que pertence está expandindo, reduzindo ou estagnado, permitindo à empresa avaliar se está dentro da tendência do setor ou se está seguindo um caminho diferente e, assim, avaliar desafios e oportunidades.

Existem diversas possibilidades de pesquisas, porém a parte mais importante é a ação efetivamente realizada a partir da análise dos seus resultados. Todas as empresas devem tomar determinadas decisões embasadas em pesquisas, mas para isto precisam ter pessoas preparadas para avaliar os resultados e indicar o melhor caminho a ser seguido, tornando a empresa competitiva ao longo do tempo.

09/10/2017 07:00:00
Gestão à Vista

Um empresário todos os dias tem que tomar muitas decisões, sobre muitos assuntos. Quando a empresa é de micro e pequeno portes,  geralmente passa pela mesa do proprietário do empreendimento todo tipo de assunto, desde a compra de material de limpeza até a aquisição de novas máquinas, abrindo espaço para erros que podem ser muito prejudiciais ao futuro do empreendimento.

Diante da necessidade de se deliberar sobre tantas coisas, é extremamente relevante ter uma forma rápida e fácil de se conhecer o histórico e avaliar o possível impacto de cada decisão, no curto, médio e longo prazos.

Para se poder decidir com maior tranquilidade, é necessário ter acesso a informações de qualidade, de forma rápida e confiável, através de uma gestão estratégica do conhecimento existente na empresa. Para isso deve-se ter um sistema ou alguma ferramenta que apresente a situação atual e o histórico das informações relevantes para tomada de determinada decisão, preferencialmente tal informação deve estar apresentado de forma visual, como, por exemplo, em um gráfico.

A definição de quais indicadores serão acompanhados é um passo muito importante para não se perder o foco, que deve ser nas ações que realmente vão impactar nos resultados esperados. Após essa definição, inicia-se a “gestão à vista” propriamente dita, pois os indicadores que dependem diretamente dos colaboradores devem estar expostos em um lugar que todos possam ver o desempenho que seria esperado e o que efetivamente está ocorrendo.

A empresa deve adotar medidas de disseminação da cultura de acompanhamento por parte dos colaboradores, para que eles se comprometam e assumam a responsabilidade pelo alcance das metas, apoiando a gestão, através, por exemplo, da sugestão de possíveis soluções para os problemas enfrentados.

Esse tipo de gestão, quando bem conduzido, tem um grande impacto no engajamento dos colaboradores, aproximando-os dos gestores, ao terem uma visão mais clara dos desafios que precisam ser superados, para alcançar resultados positivos para a empresa.

A partir da implantação da cultura da gestão à vista, será possível ter, por exemplo, um “Painel de Gestão” (dashboard), que permite a visualização de vários indicadores em uma única folha (ou tela), dando uma visão mais ampla e possibilitando decisões mais acertadas que as tomadas baseadas em informações isoladas.

02/10/2017 07:00:00
A Importância do Planejamento para a Construção dos Resultados Desejados

A construção de um bom planejamento pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empresa. Sem saber para onde está indo e como chegará em tal destino, cai-se em uma zona onde não existe a possibilidade de se avaliar, com segurança, se o caminho percorrido está levando aos resultados desejados.

 

Planejar é um importante instrumento para se antecipar aos possíveis problemas na execução das ações estratégicas e já ter possíveis soluções para os desafios que podem aparecer. Porém para o planejamento ser realmente útil ele precisa ser feito levando-se em consideração as reais possibilidades, sendo muito comum encontrar planejamentos desconectados da realidade e que acabam sendo engavetados e não servindo para cumprir o objetivo para o qual foi elaborado: auxiliar na gestão dos recursos limitados, para construção de um determinado futuro desejado.

 

Um importante passo para elaborar um planejamento realista é construir um cenário com as premissas para que os resultados ocorram conforme planejado, sendo comum também a criação de cenários alternativos (geralmente um otimista e um pessimista), explorando outras possibilidades de futuro.

 

Com essa visão ampliada torna-se mais completa a análise dos possíveis desafios a serem superados na busca pelos resultados desejados. Diante do conhecimento dessas possibilidades, o planejamento precisa ter um desenho muito claro das forças e fraquezas (ambiente interno) e das oportunidades e ameaças (ambiente externo). No ambiente interno é possível ter controle, pois são variáveis que se podem tomar decisões para corrigir diretamente os desvios, bem como fortalecer os pontos positivos.

 

Porém o ambiente externo demanda estratégias mais estruturadas para proteção contra as ameaças, bem como para aproveitar as possíveis oportunidades. As empresas precisam estar atentas para detectar, ainda durante a fase de planejamento, possibilidades de mudanças significativas no cenário (positivas ou negativas) e já possuir, de forma antecipada, caminhos alternativos que podem ser trilhados.

 

Uma vez o planejamento elaborado, inicia-se a execução, que precisa ser bem coordenada para evitar que as rotinas acabem tirando a atenção das ações planejadas. Para reduzir esse risco é de fundamental importância que o responsável pela execução tenha as condições necessárias para manter todos engajados e com o ritmo necessário.

 

Por melhor que tenha sido o planejamento e seja a execução, é imprescindível o acompanhamento contínuo dos ciclos dos resultados das ações, para se fazerem os aperfeiçoamentos necessários, que garantirão o alcance dos resultados desejados.

 

Esse conteúdo nada mais é do que uma visão bem resumida do ciclo do PDCA (Planejar/Desenvolver/Checar/Agir), sendo fundamental que ele ocorra de forma contínua, incorporando os aprendizados aos ciclos seguintes e fazendo, assim, com que o futuro construído seja cada vez mais próximo do desejado.

18/09/2017 07:00:00
A Gestão do Conhecimento e os Bons Resultados Empresariais

Diariamente uma empresa produz uma quantidade enorme de informações, sendo necessária uma análise mais apurada das que são mais estratégicas. Mas para que isso ocorra efetivamente, exige-se ao menos uma forma mais estruturada de organização das mesmas, facilitando a consolidação, para o momento da análise.

 

Geralmente apenas alguns dados são utilizados para a tomada de decisão e, mesmo os que são considerados mais estratégicos, muitas vezes apresentam inconsistências por não possuírem um processo sistematizado de coleta, arquivamento e apresentação.

 

Toda informação pode trazer consigo algum grau de importância para tomada de decisões, mas para isso ela precisa ter conexão com alguma estratégia empresarial. Por exemplo, as formas e datas de pagamento, de compra, de contato dos clientes, precisam ser acompanhadas, mas de um modo eficiente, como, por exemplo, através de algum sistema ou pelo menos uma planilha minimamente estruturada, permitindo fazer previsões de caixa ou determinar melhores datas para realizar promoções, etc.

 

A disponibilidade de informações é muito grande, mas, sem o direcionamento correto, dados importantes simplesmente se perdem, destruindo grandes oportunidades de melhorias nas organizações, que poderiam tanto gerar o crescimento quanto evitar dificuldades, que muitas vezes levam à falência.

 

Para que toda a informação produzida na empresa possa se transformar efetivamente em conhecimento, precisa-se ter sempre um olhar estratégico, criando as conexões entre as visões de futuro e as ações do presente, que devem ser conduzidas através de decisões coerentes com a realidade mostrada pelas informações.

 

É por isso que as empresas devem fazer investimentos em capacitações, treinamentos, cursos, etc, mais estratégicos, que possuam um conteúdo que associe os conhecimentos técnicos específicos de determinada função com uma visão mais ampla, saindo do conhecimento tradicional e partindo para um modelo que permita encontrar soluções inovadoras para os desafios.

 

A participação nesses treinamentos também deve gerar aprendizados para outros colaboradores da empresa, pois o colaborador que retorna geralmente não repassa esse conhecimento diretamente para ninguém, quando poderia repassar minimamente para outros colegas que não puderam participar.

 

A partir de ações simples de sistematização das informações que são produzidas na empresa e da preparação dos colaboradores é possível avaliar se todos os dados produzidos têm a real necessidade de existirem, definir quais precisam ser acompanhados e quais ações precisam ser executadas.

 

Com a implantação de um processo para gerir as informações disponíveis e a utilização delas dentro de um contexto (criado pela união de dois ou mais dados), com certeza o conhecimento assim produzido permitirá a tomada de decisões que gerarão resultados muito melhores, no curto, médio e longo prazo.

11/09/2017 07:00:00
Gestão Eficaz do Tempo

A gestão empresarial e da própria carreira exige a superação de diversos desafios. Porem um importante desafio para que o sucesso ocorra de forma menos traumática é conseguir realizar a gestão eficaz do tempo. Existem diversas técnicas diferentes e infelizmente não existe uma receita infalível, pois cada pessoa tem um perfil diferente.

 

A gestão do tempo se torna ainda mais difícil pela velocidade e quantidade das informações que estão disponíveis, gerando muita confusão sobre quais devem ser levadas consideração para as decisões de curto médio e longo prazo.

 

Não existe uma forma que impeça os desvios para se conseguir resolver todas as dificuldades de controlar o tempo, pois além dos próprios compromissos, existem demandas que surgem sem aviso prévio e exigem dedicação de um tempo que pode não estar dentro do planejado.

 

Apesar destas dificuldades, existem algumas dicas que podem reduzir as barreiras do caminho da gestão eficaz do tempo. Um primeiro passo é definir as prioridades e as ordenar de forma minimamente estruturadas em um cronograma, que não pode, em hipótese alguma, ser apenas um esboço mental, sendo necessário estar escrito em um lugar de acesso fácil e rápido, para poder ser sempre visualizado e, assim, reduzir as fugas no meio do caminho e facilitar o retorno a estas prioridades, sempre que as barreiras surgirem.

 

Para complementar esta dica, como os smartphones estão sempre por perto e existem diversos aplicativos que podem ajudar neste controle dos compromissos, vale à pena usar a mesma tecnologia que pode ser uma grande fonte de distração, como uma aliada no controle do tempo.

A depender da realidade vivida, esse controle pode ser através atividades rotineiras, com tempos fixados, ou pode ser em um nível mais agregado com “pacotes de atividades” pré-definidos, dentro de uma determinada área de atenção.

 

Exemplificando, para quem desenvolve atividades mais previsíveis, pode-se definir os principais padrões de entrega, apontando o tempo máximo delas e deixando sempre tempo para analisar os resultados e planejar as atividades do dia seguinte.

 

Já um empresário ou um gestor de uma área, com várias atividades desempenhadas por outras pessoas, deve criar uma rotina de acompanhamento para avaliação e direcionamentos, para que os resultados sejam alcançados com a maior eficiência possível. Nestas posições geralmente é essencial já prever, um tempo mínimo livre para demandas não programadas. A falta de tal previsão é uma das maiores responsáveis pela sensação que muitos possuem de nunca conseguirem finalizar suas atividades. Essa previsão, aliada com um bom planejamento, permite uma visão clara de onde se parou, voltando com maior rapidez ao foco. Caso o tempo previsto, para essas atividades não programadas, não seja utilizado, já será possível adiantar a atividade seguinte da lista de prioridades, gerando a boa sensação de gestão eficaz do próprio tempo.

 

A dificuldade de muitas pessoas para ter controle passa justamente pela falta de clareza das prioridades e por acabar querendo fazer tudo ao mesmo tempo, faltando foco. Com uma estrutura de prioridades bem definida é possível realizar o controle do foco, utilizando-se a lógica de não fugir para outras atividades, antes de finalizar a atual, devendo-se seguir a filosofia do “aqui e agora”, sempre que se perceber que está fugindo para outra atividade.

 

Cabe destacar, para finalizar, que estas são apenas algumas dicas para iniciar no caminho da gestão eficaz do tempo, sendo necessário um autoconhecimento muito grande, descobrindo quais são os maiores inimigos nesta jornada e encontrar soluções para superar todos os desafios do gerenciamento do tempo, que se impõem diariamente.

28/08/2017 07:00:00
Gestão Empresarial da Inovação

A inovação é um tema de grande destaque em todos os meios, sendo aceito, por todos, o seu relevante papel para o ganho da competitividade necessária à sobrevivência empresarial. Porem existe uma grande dificuldade, por parte de muitos empresários, para se conseguir enxergar as  reais possibilidades de inovação, geralmente pela falta de tempo do gestor da empresa, que fica preso nas rotinas diárias e sem tempo para analisar de forma estratégica o negócio.

 

 Além disso, o tema enfrenta resistência entre muitos empresários, pois, uma parte deles, não está preparada para a criação de um ambiente mais propício à inovação. Para se conseguir tal ambiente não se faz necessária a realização de grandes volumes de investimentos. O principal ponto para se avançar, nesta área, é simplesmente melhorar as possibilidades de comunicação entre os gestores, os colaboradores e os clientes.

 

A busca por melhores resultados, não necessariamente precisa ser através de inovações radicais, podendo ser, na maioria dos casos, simplesmente através da adoção de práticas que aprimoram de forma incremental alguma parte do negócio.

 

Muitas ideias, que poderiam gerar grandes resultados, morrem simplesmente pela falta de um canal onde se possam apontar possibilidades de melhorias nos processos, nos produtos/serviços, no marketing ou no modelo organizacional. Uma gestão mais estratégica permitirá que as dificuldades das empresas se transformem em oportunidades de geração de boas ideias, por parte dos colaboradores e dos clientes.

 

Diante disto as empresas precisam aproveitar melhor o potencial dos seus quadros profissionais e clientes. No lado interno precisa-se estimular que os colaboradores estejam preocupados não apenas em executar as tarefas que lhes são atribuídas, mas que também busquem entender e encontrar formas de se alcançar melhores resultados. No lado externo é necessário ouvir e entender os clientes e parceiros, em especial aqueles que possuem uma relação mais próxima. Mas para que isso ocorra efetivamente, a empresa precisa abrir este caminho e ir além, encontrando formas de estimular tais possibilidades.

 

Apesar de muitos empresários acharem complexo e que não é para qualquer negócio, este olhar mais estratégico é possível de ser implementado em qualquer tipo e porte de empresa. Pode ser através de reuniões periódicas (com funcionários, clientes e parceiros), caixas de sugestões, sistemas internos e externos (e-mail, site, intranet, etc.), sempre focando em entender os problemas e buscar soluções que diminuam os custos, aumentem a produtividade ou as vendas, tomando como horizonte de tempo, não apenas o curto prazo, mas o médio e o longo também.

 

Mesmo que seja apenas com ações pontuais, o importante é que as empresas sempre coloquem, entre suas prioridades, a busca por essas inovações incrementais, que são de extrema relevância para a sobrevivência do negócio, de forma crescente e sustentável, ao longo do tempo.

 

21/08/2017 07:00:00
Inovar é Preciso

Inovar é preciso, mas quando se fala em inovação muitas pessoas pensam logo naquele tipo que quebra os modelos existentes e, sendo assim, só é possível para as grandes empresas.

 

Por isso é importante saber diferenciar os dois grandes tipos de inovação. O tipo apresentado no início (e mais conhecido) é a inovação radical, que geralmente exige muito tempo de pesquisa e desenvolvimento, necessitando de maiores volumes de recursos e um tempo significativo para chegar ao mercado. Esta forma de inovar é muito importante para a evolução das sociedades, mas apresenta grandes barreiras para empresas menores, à exceção de empresas de base tecnológica, como as startups, que muitas vezes já são criadas com esse foco.

 

Porem existe um tipo de inovação que é muito mais acessível a empresas de qualquer porte e segmento. Essa inovação é denominada como incremental e as instituições de apoio à classe empresarial desenvolvem vários projetos e ações para estimular este foco nas empresas, seguindo principalmente as tipologias definidas no Manual de Oslo, por adotar uma visão menos acadêmica e mais voltada para o mundo dos negócios.

 

Dentro dessa logica empresarial é possível realizar inovações incrementais de produto, processo, marketing e organizacional. As inovações são consideradas incrementais, por aperfeiçoar (ou adaptar) modelos já existentes, para atender determinada realidade ou necessidade.

 

A inovação incremental tem grande importância, principalmente para as empresas menores, por permitir reduções nos seus custos, aumento de produtividade ou aumento das vendas, ampliando seus lucros e tornando-as, assim, mais competitivas e sustentáveis ao longo do tempo.

 

Tendo este foco, torna-se mais fácil fugir das estatísticas que mostram alta mortalidade das empresas nos primeiros anos de existência, ainda mais em tempos de crise.

 

Diante do ambiente de negócios cada vez mais competitivo, todas as empresas precisam ter ações sistematizadas, de forma estratégica, identificando oportunidades de melhorias, que possam ser aplicadas nas atividades rotineiras, encontrando, assim, os caminhos para serem inovadoras de forma contínua e sustentável.

11/08/2017 07:17:00
Gestão Estratégica de Negócios e de Carreiras

Inicio este espaço falando um pouco sobre os temas que serão abordados ao longo do tempo aqui. O grande objetivo será apresentar visões mais estratégicas sobre como lidar com questões de grande relevância para se alcançar melhores resultados nas empresas e na vida profissional.

 

O primeiro ponto importante a ser considerado refere-se à forma como as informações são analisadas e tratadas pela maioria das pessoas e na maioria das empresas. Uma parcela significativa dos profissionais e dos negócios tem um olhar mais operacional e pouco estratégico (foco apenas nos resultados de curto/curtíssimo prazo) para os dados existentes. Mas, é neste ponto que pode residir a grande diferença entre o sucesso e o fracasso, pois, mais importante do que ter indicadores é saber interpretá-los de forma estratégica, para tomar decisões que também gerem melhores resultados no médio e longo prazo.

 

Vivemos uma era de abundancia de informações. Se por um lado é uma grande vantagem essa possibilidade de acesso a qualquer tipo de informação, de forma rápida e precisa, por outro lado pode acabar gerando dificuldade para decidir o que é realmente relevante para a tomada de decisão.

 

Diante disso, a visão estratégica torna-se fundamental, permitindo o salto que separa a informação comum, da informação portadora de futuro, aquela que permite a determinação dos próximos passos, com maior segurança.

 

Pelo lado da gestão de carreiras a visão estratégica também é essencial, pois permite enxergar quais os conhecimentos, as habilidades e as atitudes (CHA) necessárias para se ter sucesso ao longo do tempo, na carreira que se tem (ou que se almeja ter), gerando, com isso, satisfação profissional e bons resultados para a empresa.

 

Fazendo-se um paralelo entre a gestão de uma empresa e a gestão da própria carreira, pode-se dizer que um software de gestão que permite a geração de um relatório com uma centena de indicadores é como um catálogo com uma centena de cursos possíveis. O primeiro não ajuda ao empresário que não sabe qual o caminho estratégico quer que sua empresa siga e o segundo não facilita a decisão de um profissional que não conhece suas afinidades, para decidir o futuro da sua carreira.

 

Muitas pessoas, que estão no mesmo patamar da vida profissional, têm acesso às mesmas informações, porem tomam decisões totalmente distintas e, consequentemente, tendem a ter resultados bem diferenciados. Aquele que possuir uma visão mais estratégica aumenta significativamente a sua possibilidade de tomar a decisão mais eficiente e eficaz, para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades. Pense e haja de forma estratégica!

Colunista Rodrigo Rocha
Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, possui Graduação em Ciências Econômicas (2005) e Mestrado em Economia (2008) pelo Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais pela Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional de Sergipe (IEL/SE), Coordenador do Núcleo de Informações Econômicas e Supervisor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). Lecionou diversas disciplinas em cursos de níveis tecnológico, graduação e MBA. Tem formação em Coaching e Mentoring, experiência em Pesquisas Econômicas diversas e realiza palestras nas áreas de Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos Locais, Gestão da Inovação e Gestão de Carreiras.

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

Notícias em Sergipe
Notícias em Sergipe
Notícias em Sergipe
Notícias em Sergipe
Notícias em Sergipe
F5 News - © 2016.
criação de site