Veterinário ensina dicas para tranquilizar os animais durante a queima de fogos | Coluna de Estimação | F5 News - Sergipe Atualizado

Veterinário ensina dicas para tranquilizar os animais durante a queima de fogos
Por terem audição mais sensível, fogos podem impactar em trauma e até em óbito
Blogs e Colunas | Coluna de Estimação 30/12/2021 17h43 - Atualizado em 30/12/2021 20h20

Em épocas de festas de fim de ano, como o tradicional Réveillon, é muito comum as pessoas comemorarem soltando fogos de artifício. A luz e o barulho podem ser uma atração para os seres humanos, mas podem assustar e muito cachorros, gatos e outros animais como vacas, cabras e cavalos.   

O médico veterinário Allan Rezende explica que o estouro causa um barulho muito mais alto para os animais que para os humanos, causando um estímulo muito grande, tanto auditivo, quanto visual. “Esse tipo de artefato provoca um estímulo muito grande para os animais, pois eles têm uma sensibilidade auditiva muito grande, sentem ameaça, provocando transtornos, deixando-os assustados, agitados e com medo”, alertou o doutor em Biotecnologia e professor do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Ages.   

Assustados, os animais apresentam algumas características, como postura abaixada, rabo encolhido, tremores e buscam, principalmente, esconder-se em locais mais escuros e calmos. “Há um risco muito grande quando os fogos são soltos, pois temos animais com problemas no coração, com comorbidades e quando há um estímulo pode inclusive causar um óbito”.  

Para lidar com o problema, Rezende ensina que os tutores podem colocar os animais em locais fechados, isolados, fechar a porta do quarto, colocar lençóis ou toalhas nas janelas para minimizar o barulho e deixar o local mais confortável e tranquilo possível. Outra dica é ligar o ventilador ou ar condicionado para abafar o barulho externo provocado pelas explosões.   

“Podem ser utilizadas algumas medicações, mas somente com prescrição médico veterinário, pois muitos medicamentos podem trazer reações adversas, principalmente a esses animais que já possuem alguma doença, pois eles podem ter algum tipo de reação ainda mais prejudicial”, acrescentou.   

Fonte: Assessoria de imprensa 

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Fernanda Araújo é formada em Comunicação Social – Jornalismo pela UNIT, pós-graduada em MBA Marketing, Assessoria e Comunicação Integrada pela FANESE. Já trabalhou como assessora de comunicação em sindicato de classe, e atualmente, é repórter no Portal F5 News. Premiada em primeiro lugar no Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica da Fapitec, na categoria web jornalismo, em 2018.

E-mail: fernandaaraujo.jornalismo@gmail.com

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