Os segredos da gestão de um time | Diego da Costa | F5 News - Sergipe Atualizado

Os segredos da gestão de um time
Assim como no esporte, a gestão de um time é complexa para as empresas
Blogs e Colunas | Diego da Costa 16/06/2021 11h15 - Atualizado em 16/06/2021 11h16

Falar sobre gestão de um time é o mesmo que falar sobre gestão de pessoas. Gerenciar pessoas é exercitar a liderança e hoje se fala muito em liderança servidora, democrática, para gerar um espírito de equipe e um ambiente de colaboração. Só que a realidade é outra, os times de futebol, as empresas e organizações contam com "chefes" dando ordens, profissionais individualistas e muito competitivos. Como formar um time nesse ambiente?

Desde 2002, há mais de 19 anos, atuo profissionalmente com pessoas, como empresário, empreendedor, consultor e gestor público. A reflexão é: Como ter melhores resultados no trabalho? A partir deste questionamento, descobri cinco segredos da gestão de um time. São eles:

1. A transformação de um setor, um departamento ou um grupo de pessoas não acontece apenas com palestras motivacionais, cursos de finais de semana, discursos emocionados e impactantes, convenções emotivas com premiações. São importantes? Claro! Só que não resolvem por completo. A mudança real, da cultura de cada pessoa e da organização, ocorre direto, no dia a dia, na operação da organização e, importante destacar, com métodos que promovam a mudança nos relacionamentos entre as pessoas, no planejamento, na decisão e na definição das metas e na gestão de expectativas entre cliente e fornecedor;

2. O líder, o chefe - seja gestor, técnico, coach ou dono da organização/empresa - precisa exercer a liderança na essência, mudar a sua postura, saindo o chefe controlador e entrando o líder cliente. Nascendo o dono do produto, na metodologia ágil de gestão de projetos conhecida como scrum, nasce o product owner, a pessoa que tem a visão do negócio, que sabe o que a equipe produzirá, executará e realizará. O líder deve fazer a gestão de stakeholders (partes interessadas) com foco nos seus clientes, entender todas as necessidades, fazer acordos, negociar e gerenciar expectativas.

3. A liderança servidora, que nada mais é que um líder facilitador, a pessoa que promova o trabalho e as relações entre fornecedor e cliente, que garanta a implementação do método e o cumprimento de cada evento (cerimônia), removendo todos os impedimentos que impossibilitem a produtividade do time! No scrum é mundialmente conhecido como o scrum master. Além disso, essa pessoa treinará a equipe na estrutura do scrum e ajudará todos os integrantes. Ela não controla, mas serve o time para que ele obtenha o que precisa com o objetivo de cumprir 100% do acordo.

4. A seleção da equipe, a convocação e a escalação do time. Quem serão as pessoas que realizarão o trabalho? Enquanto isso, o time precisa sair do modo “pessoas individualistas, desmotivadas, com sono e fome” para “time fornecedor”. Esse time precisa de habilidades necessárias para pegar a visão do product owner, do líder, o representante do cliente, entendendo todas as expectativas, sabendo negociar, trabalhar com os outros membros da equipe para que cumpram a meta coletiva, e não a meta individual. Neste segredo aparece a identificação para, se for o caso, mudar ou excluir os membros improdutivos, além da gestão completa de todo trabalho.

5. Por último, talvez, o importante segredo é realizar cada uma das cerimônias na metodologia. Evento de planejamento, reuniões diárias, revisão e retrospectiva do trabalho. A gestão operacional de projetos acontece em cada uma destas cerimônias. Lembre sempre de, nos sprints, períodos para que o scrum possa funcionar, que cuidar do tempo de cada deles é indispensável para o sucesso da metodologia.

Já passei algumas horas em uma reunião praticando tudo isso: sensibilizando e formando o gestor para ser o representante do cliente, sensibilizando e formando o time pra ser fornecedor (a relação chefe e funcionário mudou) e, realizando um verdadeiro processo de coaching para que todos entendam os alcances de suas responsabilidades, competências e posturas para gerar o sentimento de produtividade, felicidade e, na sequência, os resultados do trabalho, o sucesso profissional. Transformar uma cultura e a capacidade de reaprender com os profissionais leva tempo, não é nada fácil, um novo significado ao trabalho é o motivo de toda e qualquer mudança.

O desafio está colocado e você precisa entender o seu papel neste time. Afinal, quem é você neste jogo?

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Diego da Costa é Administrador, CRA-SE 203501, especialista em Marketing, MBA em Gerenciamento de Projetos, Líder Coach Psicopositivo, Coach ISOR, associado fundador do Rotary Club de Aracaju Nova Geração, fundador do Conselho de Jovens Empreendedores de Sergipe, Coach, Consultor e Mentor. Apaixonado por aprender e empreender.

E-mail: diego.costa@crase.org.br

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