A oposição administrou São Cristóvão e não deixou marca positiva , diz Marcos Santana
Blogs e Colunas | Joedson Telles 16/06/2019 07h58

O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana (MDB), assegura, nesta entrevista, que a oposição que vem sendo feita à sua gestão é saudável para a administração pública. Marcos acredita que é no contraditório que o regime democrático cresce, se fortalece. "Encaro a oposição municipal com respeito e trabalho para atender os anseios do meu povo", diz Marcos, falando em não antecipar o pleito, mas não deixando de dar uma alfinetada nos adversários. "Tenho afirmado que não irei antecipar o pleito em São Cristóvão e que só discutirei política ano que vem. Respeito a oposição e sei de sua importância para a consolidação de nossa democracia. Mesmo sabendo que a maioria que compõe a oposição já administrou a cidade e não deixou nenhuma marca positiva, não vou me antecipar ao pleito", afirma. 

O senhor tem ido constantemente a Brasília em busca de recursos para serem investidos em São Cristóvão. Podemos afirmar que o trabalho tem sido exitoso?

Sim, podemos. Estamos aguardando a liberação de uma máquina patrol para auxiliar nos serviços estruturais da cidade por meio da Codevasf, que foi pedido do deputado federal Fábio Reis e do deputado Laércio Oliveira. O senador Alessandro Vieira destinou um micro-ônibus para rede municipal de ensino e o senador Rogério Carvalho está avaliando nossas demandas. Considero o trabalho exitoso porque a bancada federal se mostra disponível a receber os pleitos de São Cristóvão e a construir soluções conjuntas.

Quais têm sido as prioridades apresentadas pelo município, nestes encontros?

Obras estruturantes, maquinário e auxílio na liberação de recursos para investimentos.

Os primeiros seis meses do governo do presidente Jair Bolsonaro sinalizam para uma relação melhor União x municípios, já que existe uma queixa comum aos prefeitos do Brasil no tocante ao descaso?

O País, estados e municípios vivem uma crise econômica que precisa ser analisada e enfrentada. Os municípios esperam que o Governo Federal fomente a economia e direcione recursos para que possamos voltar a crescer.

Como o senhor encontrou São Cristóvão e o que destacaria no seu trabalho para responder positivamente às demandas da população?

Encontramos a cidade numa situação complicada. Quase toda a estrutura administrativa estava sucateada e inoperante. Em dois anos, reconstruímos a máquina pública e a prefeitura voltou a ofertar serviços à população. Também encontramos uma dívida que mensalmente nos custa R$ 648 mil. Esse valor poderia ser utilizado em obras, como pavimentação, por exemplo, em aquisição de maquinário, mas precisamos quitar a dívida herdada para mantermos a documentação regularizada, o que nos torna aptos a projetos e financiamentos. Não costumo fazer balanço do que ainda estamos construindo, mas é possível destacar o pagamento em dia dos servidores, a recuperação salarial dos professores, a regularização de serviços como Caps, unidades de Saúde e escolas municipais, a abertura da Urgência 24 horas, iluminação na sede e no Rosa Elze, regularização do abastecimento de água, implantação de abastecimento em povoados que não tinham rede de água como o povoado Feijão e Timbó. Regularizamos a merenda escolar e implantamos o programa ‘Primeiro Lanchinho’, que é um lanche ofertado assim que os alunos chegam às unidades de ensino. Estamos readequando escolas e colocando climatização, implantando o programa Alfa e Beto; fazendo operação tapa-buraco no Eduardo, limpezas de canais, que foi um serviço essencial para essa época de chuvas; recuperando vias no Tijuquinha, fazendo manutenção de estradas vicinais. Na parte cultural, estamos resgatando a autoestima do cidadão são-cristovense com o retorno do Fasc, o Carnaval dos Carnavais; a feira São Criativos. Também estamos investindo no turismo, incentivando o trade a conhecer nosso município e fomentando eventos a exemplo do calendário Cultural de Eventos.

O vereador Armando Batalha Júnior afirmou, recentemente, que a oposição de São Cristóvão é fraca e ultrapassada. Disse ainda que Lauro Rocha, Isaias e Carlos Vilão não sabem o que é gestão pública. Como o senhor avalia este comentário?

Tenho afirmado que não irei antecipar o pleito em São Cristóvão e que só discutirei política ano que vem. Respeito a oposição e sei de sua importância para a consolidação de nossa democracia. Mesmo sabendo que a maioria que compõe a oposição já administrou a cidade e não deixou nenhuma marca positiva, não vou me antecipar ao pleito.

A oposição à sua gestão tem atuado com coerência ou se vale da crítica pela crítica?

A oposição é saudável para a administração pública. É no contraditório que o regime democrático cresce, se fortalece. Encaro a oposição municipal com respeito e trabalho para atender os anseios do meu povo.

O MDB de Sergipe passa por uma rearrumação. O que podemos esperar dessa nova fase?

O MDB é um partido que tem história no País e em Sergipe. Esperamos uma sigla mais forte, coesa, com nomes novos e capacitados para disputar as próximas eleições. A mudança no diretório estadual indica renovação. Fábio Reis é um deputado jovem, que se destaca em seus mandatos. Acredito que ele saberá conduzir o fortalecimento do partido.

O senhor acredita que o ex-governador Jackson Barreto esteja aposentado, no tocante à disputa de mandatos, ou ele será candidato, agora em 2020, ou em 2022?

Jackson Barreto é essencialmente político, sempre nos surpreende. Mas somente ele pode responder sobre seu futuro político. Não conversamos sobre o tema.

A parceria entre a Prefeitura de São Cristóvão e o Governo do Estado está correspondendo suas expectativas?

São Cristóvão não foi atendida na medida da sua importância histórica e política. Nos últimos anos, houve um desequilíbrio na distribuição de investimentos estaduais, os quais ficaram concentrados em poucos municípios.
Considerando as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Estado, a parceria tem correspondido à realidade. São Cristóvão está quebrando um histórico de gestões inoperantes, o que inclui a relação política e administrativa com o Estado. Estamos reconstruindo isso. O governador Belivaldo Chagas nos recebe com empatia e tem nos ajudando dentro das possibilidades, mas, claro, queremos mais porque temos muitas necessidades. Uma de nossas demandas é a recuperação da rodovia João Bebe Água, que o governador garantiu estar inserida no plano de recuperação de rodovias estaduais, o qual será realizado via empréstimo estadual.

Mais Notícias de Joedson Telles
18/11/2019  07h17

Como André Moura vem auxiliando Wilson Witzel a tirar o Rio de Janeiro do caos

10/11/2019  11h32

Mitidieri sobre o governo: “jamais seria candidato só por vaidade”

27/10/2019  09h53

Trabalho de Hilda Ribeiro motiva Fake News e desespero dos Reis

27/10/2019  09h53

Trabalho de Hilda Ribeiro motiva Fake News e desespero dos Reis

26/10/2019  10h36

Cassação de Belivaldo é ruim para Sergipe, avalia Milton Andrade


Blogs e Colunas
Joedson Telles
Joedson Telles

Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo Político e é colunista político do site F5 News.

E-mail: joedsontelles@gmail.com

O conteúdo e opiniões expressas neste espaço são de responsabilidade exclusiva do seu autor e não representam a opinião deste site.