Alessandro disputará o governo "se for necessário"
Blogs e Colunas | Joedson Telles 29/12/2019 07h00 - Atualizado em 29/12/2019 07h44

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) assegura, nesta entrevista, na última sexta-feira, dia 27, que, se as pesquisas forem favoráveis ao seu nome como candidato ao Governo do Estado, disputará a eleição, em 2022. "Em 2022, precisamos afastar de vez do poder o grupo político que destruiu Sergipe. Isso é urgente e indispensável. Espero chegar lá com vários nomes capazes de vencer a eleição e fazer a diferença, mas se as pesquisas apontarem que meu nome é necessário estarei à disposição. Não posso negar nada para um povo que me deu tanta confiança e carinho", diz o senador.  

Como avalia o primeiro ano do seu mandato? O Senado Federal, na prática, está dentro das suas expectativas ou lhe surpreendeu?

Foi um primeiro ano bastante produtivo, tanto na produção legislativa como no trabalho de articulação política, consolidando uma forma de trabalhar absolutamente independente e transparente. Não tive propriamente surpresas, pois a preparação para o mandato foi bem feita, mas continuo me impressionando com o grau de desconexão com a sociedade que grande parte dos parlamentares exibe. É lamentável. Mas também encontrei gente muito boa e disposta a trabalhar pelo país.

O  que projeta para o segundo ano de mandato?

Em Brasília, aumentar a produção legislativa, tornar mais eficiente a articulação com os ministérios e manter em destaque as pautas básicas do mandato, como combate à corrupção e à violência, redução das desigualdades e desenvolvimento regional. Em Sergipe, liderar o processo de renovação dos quadros da política local.

O senhor acredita que o fato de 2020 ser um ano eleitoral prejudicará a agenda do Senado, como em outros anos? Como evitar que o foco na eleição atrapalhe os trabalhos da Casa?

Deve atrapalhar, pois boa parte dos parlamentares vai se envolver direta ou indiretamente no pleito. Uma alternativa é pensar na unificação dos pleitos e da duração dos mandatos, já existem projetos neste sentido.

O primeiro ano do governo Bolsonaro está dentro do que o senhor esperava? Quais os destaques positivos e negativos, em resumo?

Alguns pontos saíram do esperado, em especial o processo muito acelerado de polarização. Os destaques positivos estão nas realizações dos ministérios da Agricultura, Infraestrutura, Justiça e Economia. Outro ponto muito importante é constatar com o sistema de "compra de apoio parlamentar", como se viu em governos anteriores, está desativado. Já os negativos estão em áreas como Meio Ambiente e Educação, além de várias manifestações absolutamente equivocadas por parte do próprio presidente.

A delegada Danielle Garcia será anunciada como pré-candidata a prefeita de Aracaju, agora em janeiro? Foi difícil convencê-la a se filiar ao Cidadania e se colocar à disposição para a disputa? 

Danielle se filiou ao Cidadania e vai participar das próximas eleições. A definição de cargos será feita até o final de janeiro, sempre ouvindo a sociedade. Temos no grupo excelentes nomes, como Emília Correia, Dr Emerson, Milton Andrade, Kitty Lima e a própria Danielle. Não foi necessário nenhum processo de convencimento, pois Danielle é uma mulher com um forte sentimento de missão em benefício da sociedade e chegou à conclusão de que é através da política que ela vai ter maior sucesso nesta missão.

O que esperar do projeto que o seu agrupamento apresentará para Aracaju? 

Renovação de verdade, com mudança de práticas que estão enraizadas neste grupo que governa Aracaju há décadas. Uma gestão moderna e transparente, que passe Aracaju a limpo e melhore a qualidade de vida do cidadão.

A falta de experiência pode ser um argumento dos adversários contra este grupo? 

O tipo de experiência que os adversários têm não nos interessa, não é uma coisa positiva. Com a montagem de um time qualificado vamos colocar em prática o planejamento para resgatar a capital dos sergipanos.

O senhor foi alvo de muitas críticas de adversários políticos, este ano. Já esperava? O que o senhor vê como pano de fundo para as provocações?

As críticas e até mesmo as ofensas e fake news já eram esperadas. Nossa atuação ameaça um sistema apodrecido que domina Sergipe há décadas. É de se esperar que a reação venha com força e não tenha limites éticos.

O que pode motivá-lo a disputar o Governo do Estado, em 2022? E o que poderia afastá-lo da disputa? 

Em 2022, precisamos afastar de vez do poder o grupo político que destruiu Sergipe. Isso é urgente e indispensável. Espero chegar lá com vários nomes capazes de vencer a eleição e fazer a diferença, mas se as pesquisas apontarem que meu nome é necessário estarei à disposição. Não posso negar nada para um povo que me deu tanta confiança e carinho.

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Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo Político e é colunista político do site F5 News.

E-mail: joedsontelles@gmail.com

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