Como André Moura vem auxiliando Wilson Witzel a tirar o Rio de Janeiro do caos
Blogs e Colunas | Joedson Telles 18/11/2019 07h17 - Atualizado em 18/11/2019 10h12

O ex-deputado federal André Moura (PSC) revela, nesta entrevista, detalhes da sua atuação como secretário de Estado da Casa Civil e Governança do Governo do Rio de Janeiro, na gestão do governador Wilson Witzel (PSC). Segundo André Moura, um choque de gestão vem sendo colocado em prática, após governos desastrosos, cujos gestores foram parar na cadeia. "No Detran, nós economizamos R$ 200 milhões, só no primeiro semestre. Agora, no segundo, a perspectiva é de enxugar mais de R$ 250 milhões, contabilizando R$ 450 milhões em economia. E como foi feito isso? A prestação de serviço que estavam nesses contratos deixou de ser feita para a população? Não. Só foi cortando gordura. Nós fizemos uma auditoria na nossa folha e encontramos, impressionantes, 17 mil suspeitas de funcionários fantasmas e providenciamos a suspensão dos salários", explica André que coordena também outras secretarias. "Temos ali cinco secretarias em uma só. Uma, dá a estrutura que é prerrogativa da Casa Civil; Planejamento e Orçamento do Estado, que está conosco na Casa Civil; Comunicação também está com a gente; a questão de saneamento e companhia de água e esgoto, a Cedae e a própria secretaria Extraordinária de Representação do Governo do Rio de Janeiro em Brasília, continua sob nossa batuta, para a captação de recursos junto ao Governo Federal. Com isso, temos uma estrutura muito grande", explica.

Como está sendo a experiência de ser secretário do Estado do Rio de Janeiro?

É uma experiência nova, um desafio. Mas a vida é feita de desafios. Eu me recordo, perfeitamente, quando fui convidado pelo ex-presidente Temer para ser líder do governo na Câmara dos Deputados.  Foi um desafio que eu recebi naquela época. Enfrentamos muitas críticas, principalmente da grande imprensa, mas, graças a Deus, nós fomos vencendo os desafios na época. Enquanto líder do governo na Câmara, fizemos um grande trabalho, durante aquele primeiro ano, e conseguimos, apesar das dificuldades do governo, que estava desgastado em termos de opinião pública, construir uma aliança vitoriosa dentro da Câmara, conquistamos o respeito e a amizade da base do governo, inclusive com a oposição. A imprensa colocava que eu não iria conseguir sustentar a liderança, entretanto tivemos uma ascensão e assumimos a liderança do governo no Congresso (Câmara e no Senado). Desconheço, na história recente do parlamento, um líder que tenha saído somente com vitórias. Eu não sofri nenhuma derrota enquanto líder do Congresso Nacional. Não conseguimos colocar a Reforma da Previdência naquele momento, mas não fomos derrotados: nós tivemos a pauta, mas, naquela época, surgiram denúncias e aí não tivemos como avançar. Não fosse isso, teríamos conseguido aprovar a reforma da Previdência. Já tínhamos votos, naquela época, para aprovar. Agora tenho mais um novo desafio: o governador Witzel, primeiro nos convida para assumir a Secretaria de Representação do Governo do Rio de Janeiro, em Brasília, e cuidar da captação de recursos junto ao Governo Federal. Minha primeira missão foi essa, no finalzinho de maio, 31 de maio, lembro porque não pude vir para a abertura do São João de Areia Branca. Iniciamos o trabalho e conseguimos, em pouco tempo, levar muitos recursos para o Rio de Janeiro. Captamos muitos recursos em Brasília. Isso terminou fazendo com que o governador nos convidasse para uma missão maior: assumir a Casa Civil. Lá não é somente a Secretaria da Casa Civil: a Secretaria da Casa Civil e Governança. Na verdade, temos ali cinco secretarias em uma só: a própria Casa Civil, que cuida da estrutura e prerrogativas do governo; a de Planejamento e Orçamento do Estado, que está conosco na Casa Civil; Comunicação também está com a gente; a Cedae, nossa companhia de água e esgoto, e a própria secretaria de Representação que eu estava até então. Com isso, temos uma estrutura muito grande, vários órgãos. A área de comunicação traz consigo os veículos de comunicação do Estado, a Fundação Roquette Pinto. Enfim, a gente faz esse trabalho hoje.

O senhor, então, coordena vários órgãos do Estado do Rio de Janeiro...

Nós temos vários subsecretários, temos uma subsecretaria geral, que é ocupada, inclusive, por uma sergipana, a Mayra Silva, que é filha do ex-deputado Ismael Silva. Uma sergipana dedicada. Há muitos anos está fora do estado. Eu já a conheci em Brasília - ela estava no FNDE, quando iniciou o governo do presidente Temer e nós fizemos ali muitas parcerias com o FNDE para o estado de Sergipe e a diretoria que ela tocava. Quando eu recebi o primeiro convite do governador Witzel, lá em Brasília, eu a convidei para assumir a subsecretaria, em Brasília, e hoje ela é subsecretária Geral lá na Casa Civil. Nós temos, hoje, pelo menos mais 16 subsecretarias de logística, que é a central de compras do governo, subsecretaria de tecnologia, a subsecretaria de recursos humanos, cuida de toda folha do Governo do Estado, a subsecretaria geral de administração, prédio públicos, palácios, a subsecretaria de Comunicação. Fazemos esse trabalho de governança, a Subsecretaria de Planejamento, de Orçamento também é com a gente. Então, nós fazemos esse trabalho de governança lá, e esse é o mais novo desafio.

Um grande desafio...

Um desafio que requer muita dedicação. Você imagine: nós estamos falando do segundo maior PIB no Brasil. O Rio é uma vitrine para o mundo. Somos o maior destino turístico do Brasil. O Rio é uma caixa de ressonância das ações que fazemos. Uma caixa de ressonância não só no Rio e no Brasil, mas no Mundo. E nós temos esse desafio de ajudar o governador Witzel que nos confiou essa nova missão. Eu me sinto muito orgulhoso. A gente faz a interface hoje com todas as secretarias do Estado para auxiliar o governador.

Os cariocas estão reconhecendo este esforço?

Segundo uma pesquisa publicada pelo site o Antagonista, o governo mais bem avaliado no Brasil é o governo Witzel. Um governo sobre o qual fizemos uma pesquisa recente e tem 76% de avaliação positiva. O governo, que, como diz o nosso slogan, está virando jogo. O governador Witzel herdou, sem sombra de dúvidas, a pior herança de todos os governadores que assumiram no dia 1° de janeiro. Uma herança maldita de quatro governos desastrosos. Quatro governos que significam cinco que foi um mandato de garotinho, um mandato de Rosinha, dois mandatos de Sérgio Cabral e um de Pezão. Ou seja: 20 anos de uma herança maldita acumulada. O desafio é enorme. O governador está fazendo uma revolução, um choque de gestão - e esse choque de gestão passa por todas as secretarias, mas, principalmente, por ali pela Casa Civil e Governança que cuida do orçamento e dessa interface com todas secretarias. É realmente mais um desafio em nossa vida que, graças a Deus, estamos vencendo.

Passou um pente fino em cada secretaria, órgão público?

Sim, estamos fazendo esse trabalho. O governador determinou austeridade. O governador tem um histórico: primeiro inicia a vida na Marinha como Fuzileiro Naval. Depois defensor público e juiz federal por 17 anos. O histórico do governador é um histórico de muita correção e, acima de tudo, de muita austeridade. E você veja que nós recebemos o governo com uma expectativa muito ruim. Primeiro que ninguém acreditava no estado do Rio de Janeiro. Não pelo estado em si, mas pelo histórico dos outros governos. Os quatro últimos governadores, recentemente, estavam todos presos. Garotinho e Rosinha conseguiram a liminar. Para você ter uma ideia, a perspectiva geral do governo era de o déficit chegar ao final do ano com R$ 13,2 bilhões. Na última quinta-feira, coincidentemente, eu apresentava ao governador os novos números, que o governador vai apresentar, agora, oficialmente, no final do ano, a todos os secretários do Estado. Também fará uma reunião com todos os deputados federais e estaduais, com a imprensa e depois, enfim, com a Firjan e entidades que o governador vai prestar contas e nós vamos encerrar o ano de 2019 com o déficit financeiro, praticamente, zerado; abaixo de R$ 2 bilhões de restrição. Você diminuir R$ 13,2 bilhões para menos de R$ 2 (bilhões) é a prova de que esse governo que tem gestão.

É encarar a crise de frente?

Não adianta dizer que o governo está em crise. Qual a gestão que você vai fazer para enfrentar a crise? Ah, eu vou reduzir 500 cargos comissionados, eu vou cortar celular, eu vou diminuir expediente para economizar energia e combustível, tudo isso é bom. Economiza? Economiza. Mas isso é muito mais para você dar uma resposta à opinião pública. Essa economia é a mesma coisa que você chegar no oceano e soltar um pingo d’água. É nada. Gestão nós estamos fazendo. Gestão é o que o governador Witzel faz, desde o primeiro dia: cortou gastos, refez todos os contratos. Só um exemplo: No Detran, nós economizamos R$ 200 milhões, só no primeiro semestre. Agora, no segundo, a perspectiva é de enxugar mais de R$ 250 milhões, contabilizando R$ 450 milhões em economia.  E como foi feito isso? A prestação de serviço que estavam nesses contratos deixou de ser feita para a população? Não. Só foi cortando gordura. Nós fizemos uma auditoria na nossa folha e encontramos, impressionantes, 17 mil suspeitas de funcionários fantasmas e providenciamos a suspensão dos salários. Com isso, nos livramos de uma despesa mensal de R$ 36 milhões, fora os encargos. Também na Cedae, que é nossa companhia de água e esgoto, nós fizemos um processo de exoneração de funcionários com altos salários. Nós vamos economizar, em quatro anos cerca de R$ 100 milhões. Isso a gente está fazendo pente fino em todos os órgãos e todas as secretarias do Estado e retendo os salários dos suspeitos. No início do governo Witzel, a folha correspondia a 61% da nossa arrecadação, esse número já reduziu. Nós estamos conseguindo atender, e é a Casa Civil que cuida disso, com a Secretaria da Fazenda, todas as exigências do Conselho de Recuperação Fiscal... O Rio de Janeiro entrou no regime de recuperação fiscal, no governo passado, do Pezão, em 2017. Era um governo sem perspectiva em nada que se submeteu a todas exigências do Governo Federal, praticamente impossíveis de serem cumpridas. No primeiro ano, que o Rio de Janeiro estava reagindo, em 2018, último ano do governo de Pezão, que ele nem terminou porque foi preso, quem terminou foi o vice-governador Dornelles, e não conseguiu cumprir quase nada do que assumiu de compromisso. Nós estamos cumprindo. Quando a gente aumenta determinada despesa, dá a compensação.

Então, está mudando da água para o vinho?

O governador Witzel está dando um show de administração. Eu poderia falar da agricultura, o governador tem uma agenda fantástica, nas próximas semanas. Poderia falar do turismo..., mas vou falar aqui de três que são as cobranças maiores da população: segurança, saúde e educação. Na Educação, nosso governo, quando iniciou, só tínhamos 70% da grade curricular dos alunos. Não tinha um quantitativo necessário de professores. De imediato, colocamos mais de três mil professores na sala de aula. Passamos a ter 100% da nossa grade curricular. Não encontramos, praticamente, nenhuma escola de tempo integral [eram seis] e durante o ano, colocamos mais de 200 em funcionamento, e vamos iniciar o ano de 2020 com mais de 680. Nós temos mais de 1.100 escolas estaduais em tempo integral. Você imagine o que é isso para um pai de família: ver seus filhos saindo de casa... podem até sair sem tomar café, mas vão chegar na escola e vão tomar café. Como colocamos, esse ano, nas escolas de tempo integral já tomam café, tomam um lanche, por volta das 10 horas, almoçam e fazem um lanche, por volta das 15 horas, depois fazem a refeição no final da tarde e voltam para casa devidamente alimentados e com condições reais para absorver o conteúdo escolar. De segunda à sexta os pais dessas crianças não têm essas despesas em casa. É o governo Witzel. Nós estamos climatizando as salas de aula, o governador já entregou, as salas de mais de 1.100 escolas públicas das redes estaduais do Rio de Janeiro. Todas as salas de aula. Vamos iniciar o próximo ano e não teremos uma só sala de aula sem ar-condicionado. O governador comprou mais de 44 mil aparelhos de ar-condicionado. Mas não é só os aparelhos para climatizar o ambiente: temos que mudar toda a parte elétrica, tem que colocar forros nas salas de aulas. O governador está reformando as escolas estaduais, ônibus escolares novos para os alunos e carteiras escolares. O governador está fazendo o show de talento dos alunos, valorizando nossos alunos, premiando os melhores estudantes, e os professores que não recebiam salário em dia hoje recebem. É um show na educação. Na saúde, para você ter uma ideia: os prefeitos aqui de Sergipe e de vários estados têm um grave problema: o repasse dos procedimentos feitos pela rede municipal de saúde é fundo a fundo, o Governo Federal, o SUS, repassa para o fundo estadual, o estadual repassa para o fundo municipal. Aqui no estado de Sergipe, pergunte quantos anos têm que eles (prefeitos) não recebem? São meses acumulados. Quando nós chegamos ao Governo do Rio de Janeiro, o Estado devia aos municípios fluminenses mais de três anos de repasses. Sabe o que o governador Witzel fez? Pagou os três anos todos de atraso, e paga mensalmente. Faz o repasse rigorosamente em dia. Os prefeitos receberam o acumulado de três anos de uma só vez. Esse é o nosso governo. Isso não existia no Rio de Janeiro. O governador, em todos os hospitais da rede estadual, cortou gastos e melhorou a prestação de serviços. Colocou as UTIs para funcionar, colocou os leitos, mais da metade estavam sem funcionar e atender as pessoas. O governador, na última quinta, em uma solenidade, entregou ambulâncias aos municípios fluminenses. Mas não entregou essas ambulâncias simples, não: entregou ambulâncias com UTI. Têm municípios que receberam três, quatro, cinco ambulâncias com UTI. Foi uma festa. Já foram entregues 72 e as outras vamos entregar. As fábricas estão entregando, até o final do ano o último lote dos veículos. Todos os municípios do Rio de Janeiro estão felizes. O governador anunciou, na quinta, e vai assinar daqui a mais 15 dias, que vai repassar para os municípios do Rio de Janeiro, um pouco mais de R$ 800 milhões em custeio para as prefeituras. Isso é dinheiro na veia da saúde. Dinheiro para compra de medicamentos, para pagamento de médicos, que é custeio com recurso próprio. Quinta, o governador fez dois excelentes anúncios: um, que dia 2 de dezembro, vamos pagar o 13° salário dos servidores públicos estaduais integralmente. Fizemos um choque de gestão, fizemos um ajuste na folha, a folha é nossa, da Casa Civil e Governança, nós estamos pagando o salário do nosso servidor em dia. Você via na imprensa, nos governos anteriores, os servidores parados e sem trabalhar, em greve, quatro, cinco e seis meses sem receber salários. O governador regularizou os atrasados e paga em dia. Mas o governador deu outra grande notícia: essa é para entrar para história: essa é exemplo para ser seguido no Brasil por todos os governadores: o governador ouviu a dor dos prefeitos em não ter condições de pagar o 13° salário dos servidores públicos municipais esse ano, e esse problema não é só dos prefeitos do Rio de Janeiro, não, é do país inteiro, o governador ouviu e trabalhamos por ordem dele, fizemos ajustes e, na presença dos prefeitos, o governador (eu vi prefeito chorando. Eu até me arrepio) falou que vai ajudar eles a pagar o 13° salário do servidor. Foi uma festa. Os prefeitos enlouqueceram. Os prefeitos tiraram fotos e fizeram vídeos com o governador e, por meio das redes sociais deles, dando a notícia que o 13° salário vai chegar até o final do ano graças ao governador Witzel aos 92 municípios.  Então, esse é o nosso governo.

E o primeiro ano de governo nem acabou...

Imagine que o governador iniciou o governo com perspectiva zero na opinião pública. Não era para menos. O governo desacreditado. Não ele, mas o Estado do Rio de Janeiro desacreditado pelas heranças malditas que nós recebemos, e vamos encerrar o ano com essas boas notícias. Segurança Pública? As pessoas, hoje, têm sensação de segurança nas ruas. Os índices estão nas nossas redes sociais, cai assustadoramente. A Polícia Militar e Polícia Civil estão motivadas para trabalhar. A sensibilidade do governador é tão grande que, no Rio, não tem Secretaria de Segurança Pública: lá tem a Secretaria de Estado da Polícia Militar, a Secretaria de Estado da Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Por quê? Porque quando colocam como secretário de Segurança Pública um civil sempre tem um probleminha com o pessoal militar e vice versa. Ele prestigiou a Polícia Militar, deu altivez e tem um secretário policial militar do Estado. Deu altivez à Secretaria de Estado da Polícia Civil, deu altivez à Secretaria de Estado de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Cada uma têm seu orçamento próprio, e todos trabalham integrados. É perfeita a integração dos três secretários, do Coronel Figueiredo na Polícia Militar, do Coronel Robadey do Corpo de Bombeiros e do Marcos Vinícius que é da Polícia Civil, e o resultado é esse que a gente vê pela imprensa, violência cai assustadoramente no Rio. A gente anda pelo Rio e sente. Eu saio da residência que estou morando lá e ando tranquilamente. Vou almoçar nos finais de semana, vou jantar. Saio de manhã cedo para tomar café nas padarias próximas andando. Antigamente, ninguém fazia isso. Se você pegar um táxi, durante um final de semana no Rio, vai ouvir deles que andavam assustados com os assaltos com eles próprios. Hoje, eles estão tranquilos. Você anda nas ruas e vê a polícia presente. O governo entregou 2.892, Corollas para a Polícia Militar. Você imagine o que são 2.892 viaturas rodando e tomando conta das famílias fluminenses? O governador entregou 400 viaturas para o Corpo de Bombeiros. Nós estamos, agora, em processo de licitação para mais outras viaturas na Polícia Militar. O governador está tirando das praças aqueles boxes da PM, porque o policial fica praticamente aquartelado ali dentro. É alvo dos marginais, da criminalidade. No lugar deles nos colocamos viaturas que estão circulando nas ruas. Isso é impressionante. O governador entregou 600 novos homens à polícia, e vamos entregar mais 600, até o final do ano, e mais 850, no próximo ano. O governador entregou o programa "Segurança Presente". É um exemplo de segurança a ser seguido no Brasil. É fantástico. O que é o "Segurança Presente"? Ele recruta policiais civis, militares, que estão na reserva, faz uma mescla, eles são comandados por quem estão na ativa, colocados nas praças públicas e nos comércios dos bairros. Os comerciantes não têm mais problemas com assaltantes. Eles estão com as portas abertas sem medo de serem assaltados. O governador entregou o "Segurança Presente" em Caxias, nós vamos entregar o "Segurança Presente" na Barra da Tijuca. Já entregamos em vários bairros lá. Estamos conveniando e criando um fundo, através da Secretaria de Governo, para a gente receber doações; os comerciantes estão procurando o governo para doar ao "Segurança Presente", para ampliar o programa. Sabe quanto, até a última quinta, o secretário de governo já garantiu do meio empresarial e comercial? Mais de R$ 350 milhões.

As mortes por balas "perdidas", contudo, seguem o gargalo da Segurança Pública, no Rio? 

É um gargalo, principalmente com as crianças. O governador deu posse à nossa nova secretária de Vitimização. É uma secretaria única no Brasil, toma conta e dá assistência às famílias vítimas de situações como estas. Não só do cidadão, mas também da família que perdeu um policial militar vítima de um confronto ali com um bandido. É uma secretaria inovadora. É um trabalho belíssimo. Ele empossou a Tenente Coronel Priscilla, como secretária desta pasta. Ainda na cerimônia de posse, ao falar desse último caso de bala perdida que aconteceu da menina Kethellen. O governador se emocionou e chorou. Se emocionou no discurso dele. É uma coisa que, apesar de todo trabalho de excelência que estamos fazendo, é um exemplo, hoje, no Brasil, vários governadores mandam o seu pessoal para lá, para fazer uma espécie de intercâmbio, troca de experiência para entender o trabalho que a nossa polícia está fazendo no Rio de Janeiro, você anda na rua as pessoas só fazem elogios à segurança pública no Rio, mas, infelizmente, bala perdida é uma realidade. Essa bala perdida não é um confronto de uma pessoa com outra não. É bala perdida dos confrontos das milícias. É bala perdida do confronto do narcotráfico. É bala perdida do confronto dos bandidos e marginais, que entram em confronto ali sempre.

Como é o convívio com o governador Witzel? 

O governador Witzel, obviamente, monitora e participa de todas as decisões. Ele está ali no dia a dia, na responsabilidade enquanto governador do Estado. O planejamento é feito sobre a liderança dele, mas ele nos dá liberdade e confiança para atuar. Nos dá a condição e, acima de tudo, a confiança para que a gente faça a interface com as demais secretarias. Para discutir com os secretários. Eu me reúno, diariamente, com os secretários na Casa Civil com seis, oito, 10 secretários por dia. Faço reuniões com seis, quatro secretários, reuniões, inclusive, em comum. Isso é rotina. Eu me reúno com três, quatro secretários e o procurador geral do Estado. Essa semana que passou, eu posso citar aqui: fiz reunião para discutir a Rio Balsas com os secretários de Transporte, de Esportes, da Fazenda, o procurador geral e eu como secretário da Casa Civil e Governança. Fiz outra reunião para discutir uma pauta comum, eu com a Casa Civil, secretário de Educação e secretário de Agricultura. Fizemos uma outra reunião, tudo essa semana, para uma pauta comum para a Secretaria de Cultura, que vamos lançar um programa fantástico, ideia do governador e Casa Civil, e Procuradoria também. A gente faz esse trabalho lá, que é um trabalho de uma equipe harmoniosa, e a gente faz essas agendas lá na Casa Civil. Como já disse: seis, 10 secretários, diariamente, com agendas comuns. Faço reuniões com seis e quatro secretários. Então, nós temos muitas ações integradas nessas secretarias. O governador vai lançar um programa, e esse vai ser o programa social de comunidades e cidades. O governador vai entrar nas comunidades do Rio de Janeiro, em todas elas. Só na Rocinha, o governador vai investir R$ 2 bilhões. É um trabalho que vai dar cidadania às pessoas, título e posse. As comunidades, a maioria são invasões. Vamos dar saneamento básico, asfaltamento de ruas. Na Rocinha e Maré, vamos fazer muitas desapropriações, e nas áreas que já desapropriamos, vamos construir prédios e casas. As casas que precisam ser desapropriadas, pois estão uma em cima da outra, vamos construir prédios e casas, vamos dar documentos com títulos de posse às pessoas. As que não tiverem números, vamos dar, para que os Correios possam chegar. Onde não tem reboco, vamos rebocar e pintar, e vamos dar água, saneamento e rede elétrica para essas pessoas morarem em locais dignos. O governo lançou o "Natal Solidário", natal que vai chegar às famílias carentes do Rio de Janeiro. Estamos recebendo e fazendo doações de roupas e brinquedos com recursos do fundo para fazer o natal de crianças carentes do Rio de Janeiro. Esse natal é idealizado pela primeira dama Helena Witzel e pelo governador - e coordenado pela Casa Civil e pela Secretaria de Governo.

André Moura também tem elaborado Projetos de Lei?

Exato. Nós fazemos essa parte legislativa com a Alerj, que é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Lá são 70 deputados estaduais. Nós temos uma base sólida e construída. Estamos avançando em muitas matérias que nos ajudam em aumento da arrecadação. Para você ter uma ideia, entre a semana passada e esta semana, mandamos três matérias com quatro ações que vão permitir o aumento de arrecadação, no próximo ano, e o que é importante, que é uma recomendação do governador: sem aumentar impostos para a população. Já encaminhamos o FECP (Fundo de Combate à Pobreza) e o FEEF (Fundo Estadual do Equilíbrio Fiscal do Estado. Através desses projetos nós vamos aumentar a arrecadação do Rio de Janeiro no próximo ano em mais de R$ 1,5 bilhão. Nós construímos isso na nossa Secretaria da Casa Civil e Governança em parceria com a Secretaria da Fazenda, e, lógico, sob a orientação do governador Witzel. Já encaminhamos projeto para a Alerj para aumentar nossa arrecadação na parte de energia. Vamos colocar nos cofres do Estado nesses projetos aí - no FECP e no FEEF - um aumento de mais de R$ 1,5 bilhão, no próximo ano. R$ 400 milhões é a nossa perspectiva de arrecadação em um dos projetos e de R$ 600 milhões em outro, mais R$ 560 milhões em outro, no total vamos arrecadar entre R$ 1,5 bilhões e R$ 1,6 bilhões. Nos reunimos com Alerj, na semana passada, e apresentamos à nossa base que ficou encantada. Vamos nos reunir com os deputados de oposição, tem que ser um projeto aprovado por unanimidade, não tem que votar contra. Você injeta entre R$ 1,5 bilhões e R$ 1,6 bilhões na economia do Estado. E outro que vamos encaminhar, na próxima semana, é a desvinculação dos Fundos do Estado, do Executivo. Vamos desvincular, e a gente vai ter mais mobilidade para poder utilizar esses recursos do fundo em outras áreas e ações sociais. Não vamos ficar presos àquilo que está previsto no fundo. Com a desvinculação, vamos poder utilizar esses recursos desses fundos em outras áreas e ações do Governo Witzel que são mais prioritárias para aquilo que estava previsto em áreas que poderiam ser investidos pela regra atual. Então, tudo isso vai dar mobilidade. São mais recursos que vamos poder empregar em áreas que entendemos ser mais essenciais para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Enfim, mas colocando aí na economia, só nesses projetos que concebemos, mais de R$ 1,5 bilhões sem gerar impostos. Isso que é importante. Isso que os governantes têm que ter. A gente levou essas expertises do Governo Federal para fazer essas mudanças acontecerem.

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Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo Político e é colunista político do site F5 News.

E-mail: joedsontelles@gmail.com

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