"Vou para vencer", afirma Valmir de Francisquinho sobre 2022 | Joedson Telles | F5 News - Sergipe Atualizado

"Vou para vencer", afirma Valmir de Francisquinho sobre 2022
Blogs e Colunas | Joedson Telles 12/09/2021 08h42

O ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), ao comentar a possibilidade de disputar o Governo do Estado, em 2022, afirma, neste domingo, dia 12, que a população sergipana entende, nesse momento, que o mais importante é a capacidade comprovada, os serviços prestados e o compromisso com uma vida melhor para toda a população. "Definição de candidatura só no ano que vem, no momento certo. Mas uma coisa tenho a dizer: ao cargo que me candidatar, vou para vencer", assegura. Valmir de Francisquinho também afirma que o deputado estadual Luciano Bispo (MDB) abandonou Itabaiana. "O presidente da Alese poderia e deveria fazer por Itabaiana, ajudar a cidade que deu tudo a ele, que fez ele ser quem ele é. Mas a palavra gratidão não cabe no dicionário de quem faz política com ódio, de quem tenta acabar com a vida política do adversário. Ele, para tentar prejudicar Valmir, abandonou Itabaiana, mora em Aracaju e não ajuda em nada a administração municipal."

O senhor já foi convencido por seu agrupamento político a ser pré-candidato a governador? É um projeto irreversível?

Nosso agrupamento, nossos amigos e quem conhece o nosso trabalho incentivam, sim, uma candidatura majoritária nossa. Claro que isso me deixa muito feliz, pois se trata de um reconhecimento da nossa capacidade administrativa, demonstrada durante nossas gestões em Itabaiana. Mas tenho dito, repetidamente, que esse momento é de conversar, de ouvir mais do que falar, de pensar Sergipe e os interesses da população de modo a garantir soluções para os problemas. Definição de candidatura só no ano que vem, no momento certo. Mas uma coisa tenho a dizer: ao cargo que me candidatar, vou para vencer. Acredito que a população sergipana entende, nesse momento, que o mais importante é a capacidade comprovada, os serviços prestados e o compromisso com uma vida melhor para toda a população.

O senhor tem acordo com Belivaldo Chagas, para não disputar o governo e votar no candidato governista?

Nesse caso, mantenho o que já afirmei quando surgiu essa boataria. Estou conversando com todas as forças políticas, tenho ouvido mais do que falado, sempre objetivando compreender qual a vontade e quais os desejos da população sergipana para 2022. Ninguém se lançou candidato até o momento, então porque seria Valmir de Francisquinho a colocar o carro na frente dos bois? Não há acordo com Belivaldo e nem com ninguém. Mas não deixo de dialogar com ninguém e mantenho à disposição o meu nome, mas dentro de um projeto coletivo, que vise o bem de Sergipe e de nosso povo.

O que Sergipe pode esperar do senhor, caso entre na disputa e obtenha êxito?

Trabalho, trabalho e mais trabalho. Essa é uma característica de minha personalidade. Não fujo aos desafios, não gosto de reclamar de problemas, gosto é de resolve-los. Para mim, a função principal da vida pública é servir. E, por isso, seja ao que eu vier a me candidatar, Sergipe pode ter certeza de que sentirá orgulho do mandato que me for confiado.

Qual o diferencial das suas gestões à frente da Prefeitura de Itabaiana que lhe dão a fama de bom gestor?

Primeiro a seriedade no trato com a coisa pública. Recebi Itabaiana das mãos da Justiça, que interviu na gestão de meu antecessor, o ex-prefeito Luciano Bispo, por conta dos descalabros administrativos dele. Eram quatro meses de salários atrasados, mais de R$ 33 milhões em dívidas, obras não apenas paralisadas, mas abandonadas mesmo. Colocar salários em dia já nos primeiros meses da gestão, negociar e pagar os débitos, deixar mais de R$ 22 milhões em caixa para a atual gestão, urbanizar completamente mais de 1000 ruas, construir obras de infraestrutura, urbanizar diversos povoados e fazer tudo isso antecipando o pagamento dos salários dos servidores, conseguindo, ao longo de oitos anos, conceder ao menos três aumentos, tendo todos os prestadores de serviços e fornecedores recebendo em dia, e isso vivendo uma crise econômica nacional que começou em 2013, 2014, e até hoje não terminou. São diferenciais, sem dúvida. Mas, para que isso não fique apenas no discurso, basta que cada sergipano visite Itabaiana e pergunte a qualquer pessoa, inclusive a muitos de nossos adversários locais, como está e como era Itabaiana. O principal diferencial, portanto, é a opinião das pessoas sobre o nosso trabalho.

O senhor se considera, hoje, a maior liderança política de Itabaiana? Como isso foi construído?

Na verdade, quando um político, seja quem for, se considera maior liderança, ele já comete um erro absurdo. Quem tem que considerar o político uma liderança de fato é a população. E é ela que tem a possibilidade de demonstrar esse reconhecimento no voto. Desde 1988, quando me elegi pela primeira vez para vereador, sempre tive as maiores votações. Nas duas vezes que me elegi prefeito, também cresci na votação. Em 2016, na reeleição, tive quase 18 mil votos a mais que meu adversário. Naquele ano, foi a maior diferença nominal em termos de voto em todo o Estado. Basta lembrar, para termos de comparação, que o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, venceu Valadares Filho por algo em torno de 10, 11 mil votos de diferença. Então, essa questão da liderança é algo que só o povo pode qualificar. E, nesse sentido, o povo itabaianense tem se manifestado claramente ao longo das últimas eleições. E o que importa é a voz e a vontade do povo.

Como superar o grupo que está à frente do Governo do Estado, desde 2006, e que, obviamente, já assegurou que terá candidato a governador?

Ninguém duvida da força política do atual grupo que está no poder. É preciso lembrar que, em Sergipe, vencer quem está no governo é algo muito difícil, e a história é que prova isso. Mas eu tenho dito o seguinte: se a população estiver satisfeita com o grupo que comanda hoje o Estado, a voz dela será expressa nas urnas. Se as pessoas quiserem mudança, também demonstrarão isso no voto. Não tem muito o que se avaliar sobre isso. Mas uma coisa é certa: cada vez mais é a vontade da população e não dos políticos, de agrupamentos, que é ouvida e confirmada nas urnas. Isso é outra coisa que a história vem provando ao longo dos anos.

O deputado estadual Luciano Bispo afirmou que o senhor não tem força política para disputar a eleição para o Governo do Estado. Como o senhor avalia essa declaração?

Não vejo razão para polemizar com ele. Mas vale lembrar que, em 2012, eu, na boca dele, era um “vereadorzinho sem futuro”, um “pato rouco”, um “sem chance de ganhar” dele, que se chama de “grande líder”. Ele perdeu em 2012 e, de lá para cá, já são cinco eleições: três de prefeito e duas de deputado estadual que, quando as urnas de Itabaiana abrem, ele perde para nossos candidatos, sempre. Se os ataques e as previsões dele se mantiverem em relação a mim, poderei vencer até para governador, não tenha dúvida disso.

O mandando de Luciano Bispo está correspondendo às expectativas do povo de Itabaiana? O que o senhor sente nas ruas do município?

Mais uma vez, não vou polemizar, porque acho perda de tempo e isso não interessa à população. Mas basta ver a emendas de cada parlamentar para Itabaiana. O presidente da Alese poderia e deveria fazer por Itabaiana, ajudar a cidade que deu tudo a ele, que fez ele ser quem ele é. Mas a palavra gratidão não cabe no dicionário de quem faz política com ódio, de quem tenta acabar com a vida política do adversário. Ele, para tentar prejudicar Valmir, abandonou Itabaiana, mora em Aracaju e não ajuda em nada a administração municipal. Mas, como eu já disse, a resposta sempre vem do povo. E ele está tendo essa resposta do povo itabaianense a cada eleição.

O deputado estadual Gilmar Carvalho afirmou, em seu programa, na FM Jornal, que sua prisão foi fabricada. Ou seja, armaram para lhe tirar de cena. Foi isso que aconteceu, para o senhor também?

O deputado Gilmar Carvalho afirmou isso e frisou que quem estava falando era o deputado. Uma autoridade estadual faz essa afirmação e não sou eu que vou discordar. Mas também não quero fazer desse um cavalo de batalha, uma ferramenta eleitoral. Sei o que passei, sei da minha inocência e confio que a Justiça será feita, tanto a dos homens como a de Deus.

Qual a lição desta prisão?

Olha, são situações como essa que fazem a gente repensar muita coisa na nossa vida. O sofrimento de minha família, de meus amigos, foi compartilhado pela população itabaianense. Vivi os momentos mais dolorosas de minha vida, mas também vi o quanto as pessoas confiam em nossa retidão, em nosso caráter, em nosso trabalho. Mas, como disse, confio demais na Justiça, dos homens e de Deus, e sei que minha inocência será confirmada, com fé em Deus.

O prefeito Adailton Sousa disse ao Universo que o senhor é o melhor político de Sergipe e revelou que lhe pede conselhos. Quais os principais ensinamentos que o senhor vem transmitindo?

Na verdade é preciso lembrar que Adailton esteve comigo, diariamente, durante os oitos anos em que estive prefeito. E Adailton também foi fundamental para o sucesso de nossas gestões. E por isso que é natural que sigamos conversando sempre. E sempre que ele me consulta sobre qualquer assunto, me sinto à vontade para dizer a minha opinião. Mas a decisão final é dele, pois quem está prefeito é Adailton. Nossa relação de amizade tem mais de 30 anos e isso nos faz termos liberdade total de expressar o que cada um pensa. Amizade de verdade só se for assim. Quanto a ele me considerar o melhor político de Sergipe, eu fico lisonjeado, pois essa afirmação vem do gestor de uma cidade da importância de Itabaiana e que está fazendo um grande trabalho.

 

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Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo Político e é colunista político do site F5 News.

E-mail: joedsontelles@gmail.com

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