Confira as cinco primeiras colocadas no Top 10 de ‘Levando a Série’ em 2021 | Levando a Série | F5 News - Sergipe Atualizado

Confira as cinco primeiras colocadas no Top 10 de ‘Levando a Série’ em 2021
Na parte final do ranking, as análises vitoriosas no interesse do público deste espaço
Blogs e Colunas | Levando a Série 19/12/2021 20h00 - Atualizado em 19/12/2021 20h08

Na semana passada, você conheceu a primeira parte dos textos publicados neste espaço que despertaram maior interesse dos leitores e leitoras em 2021, do sexto ao décimo lugares. É bom deixar claro que tal ranking é o Top 10 de ‘Levando a Série’ em número de acessos, não se relacionando necessariamente às audiências conquistadas pelas obras focos de análises. 

Sem mais delongas, vamos às cinco melhores colocadas, claro que em ordem decrescente, para fazer um suspense.

5º - Porque é tão importante falar sobre Sense8, publicada em 7 de maio

Iniciei esta coluna assumindo que tive dificuldade em escrever sobre uma das minhas séries preferidas de todos os tempos: a ousadíssima Sense8. Um grande sucesso especialmente no Brasil, onde parte do elenco gravou cenas na Parada LGBT de São Paulo, em 2016, a história me encantou por variadas razões. A primeira delas, alicerce das demais, é o enredo eletrizante e muito bem conduzido, isso para quem aprecia ficções cujo mote reside em poderes e capacidades inacessíveis aos humanos do mundo real. Mas isso não basta, no caso de Sense8. O mergulho prazeroso nas aventuras dos oitos personagens que formam o título demanda um posicionamento existencial: todas as formas de amor valem a pena. Para quem propaga preconceitos de qualquer natureza, ou simplesmente os admite como aceitáveis, recomendo que fique longe.

A propósito, gostei muito de rever o espanhol Miguel Ángel Silvestre, intérprete do ator galã Lito Rodriguez em Sense8, na última temporada de La Casa de Papel, oitavo lugar no Top 10 da coluna este ano, num texto que abordou também a francesa Lupin. Aproveito para informar que só vi os episódios finais de La Casa de Papel depois de publicada a primeira parte deste ranking. Então, agora me sinto impelida a compartilhar uma impressão de forma super lacônica: adorei.       

Voltando a Sense8, a acolhida ao texto sobre a série, publicado quase três anos após o desfecho da história, nutriu minha esperança em dias melhores. Respeito, empatia e amores de todas as formas parecem resistir, pulsantes, nos corações. É nisso que desejo acreditar.

4º - ‘Suits’ e ‘The Good Fight’: inteligência, leveza e sagacidade dominando os tribunais, publicada em 17 de setembro

Admito que fiquei um tanto surpresa com esse quarto lugar em acessos à coluna no ano. Tudo bem, as duas séries são realmente ótimas, mas Suits (Ternos) acabou em 2019 e The Good Fight (O Bom Combate) expõe assumidíssima posição de defesa aos direitos humanos, com ênfase a buscar justiça para vítimas de violência policial cujo perfil em comum era tão somente serem negros(as).

O racismo é abominável. Muito me agrada, portanto, a proposta do time de advocacia na firma onde abraçam com vigor lides judiciais cujo foco é condenar os que ainda se alinham a essa vergonhosa chaga humanitária. A turma do “Bom Combate” nem sempre, porém, é movida pelas razões mais nobres, mas, como todo ser humano é imperfeito, que o seja ao menos com amor e afinidade aos princípios mais basilares de uma civilização minimamente evoluída.  

Suits apresenta invejável longevidade – nove temporadas, disponíveis na Netflix. The Good Fight está em curso, pelo jeito se saindo muito bem. Há três temporadas na Amazon Prime Video no Brasil, mas a série avança nos EUA, com contrato garantido já para uma sexta.  

3º - Maid: uma história de superação emblemática do mundo real - infelizmente, publicada em 29 de outubro

A boa colocação não surpreende, quando a coluna falou sobre Maid (Criada), a minissérie já demonstrava todo o potencial de recordista de audiência entre as histórias de apenas uma temporada, o que veio a se confirmar rapidamente. Nos seus primeiros 28 dias de exibição, Maid foi assistida por cerca de 67 milhões de contas da Netflix, desbancando por mais de 5 milhões de diferença a então campeã, O Gambito da Rainha.

As agruras vividas pela jovem que passa a ganhar a vida como faxineira diarista, depois de largar um marido alcoólatra e abusivo, trouxeram à tona muitas reflexões tristes, já que emblemáticas da vida real. A série expôs as dificuldades na luta pela sobrevivência, da personagem Alex e de sua filha pequena, num exemplo de superação em todos os sentidos.

Não há previsão de uma segunda temporada de Maid, porém o estrondoso sucesso que amealhou ampara legítima suspeita de que ela venha a se confirmar.

2º - Round 6: quando a necessidade e a ambição colocam em risco a sobrevivência, publicada em 8 de outubro

Round 6, cujo nome original em coreano quer dizer "Jogo da Lula", conquistou mais de 1,65 bilhão de horas assistidas nos primeiros 28 dias de seu lançamento em 17 de setembro deste ano. Com isso, chegou ao primeiro lugar como a série mais assistida da Netflix em todos os tempos, com a liderança absoluta em 94 países, entre os quais o Brasil.

A série sul-coreana impulsionou o desenvolvimento, por todo o mundo – ou a renovação – de jogos digitais baseados nas brincadeiras clássicas que, no enredo, se tornaram letais. Entre elas está uma versão da muito brasileira “Batatinha Frita, 1...2...3”, saborosa lembrança das férias da minha infância na casa do meu avô. A própria Netflix se mostra empenhada em adentrar no mercado dos games e certamente virá uma opção cuja estética reproduz a da história sul-coreana líder em audiência. Em entrevista ao "The Hollywood Reporter", o vice-presidente de conteúdo da plataforma na Ásia-Pacífico, Minyoung Kim, disse que a ideia é oferecer jogos gratuitos aos assinantes da Netflix, já com um projeto-piloto sendo disponibilizado na Polônia.

1º - 'Lost': porque vale a pena ver ou rever um dos maiores sucessos de todos os tempos, publicada em 3 de setembro

A líder no Top 10 das colunas mais lidas este ano faz jus ao lugar mais alto do pódio. Lost (Perdidos) sintetiza em suas cenas um apanhado bastante fidedigno da natureza humana. Há personagens cujo movimento, naquela situação extrema, é o de ajudar os outros; como há também aqueles focados exclusivamente na própria sobrevivência.

Além disso, nossa psique prima pela complexidade e os passageiros do voo 815 da Oceanic apresentam uma miríade de sentimentos que ora se entrelaçam, ora se repelem, a depender dos graus de resiliência e autoestima dos membros do grupo - só para citar dois exemplos de aspectos emocionais recorrentes em Lost.

Na coluna campeã, afirmei que tinha assistido a primeira temporada de novo para refrescar a memória e antecipei a pretensão de prosseguir até o derradeiro episódio. Assim o fiz, outra vez encantada pela história que promove um mergulho incrível na fantasia, promovendo, em paralelo, reflexões sobre tantos comportamentos capazes de unir ou separar as pessoas.  Lost é especial desde a abertura, uma das mais singulares e marcantes que já vi, embora dure poucos segundos. Um grande sucesso a unir inteligência e emoção em doses exatas.

Desejo a vocês um excelente Natal, de congraçamento verdadeiro, mas sem negligenciar os riscos de transmissão da covid-19. A gente quer estar com família e amigos que amamos, claro, mas isso reforça a importância de garantir que possamos fazê-lo por muito tempo mais. A todos e todas, ótimas entradas, um 2022 repleto de paz, amor e saúde, que do resto a gente corre atrás.

A coluna entra em recesso e retorna em meados de janeiro. Agradeço a quem nos prestigiou e torço para que continuem por aqui. Despeço-me com uma frase atribuída ao filósofo grego Heráclito de Éfeso: “Nada é permanente, exceto a mudança”.

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