TEXTOS ANTIVIRAIS (57) | Luiz Eduardo Costa | F5 News - Sergipe Atualizado

TEXTOS ANTIVIRAIS (57)
Blogs e Colunas | Luiz Eduardo Costa 15/04/2021 18h01 - Atualizado em 15/04/2021 18h04

SERGIPE SONHANDO COM O GÁS

(Belivaldo e Laércio a dupla do gás)

Foto: Assessoria/Arquivo

A era do gás em Sergipe não é coisa para amanhã. O melhor de tudo é que não seria para ontem, se ficassem, esquecidas, as providências fundamentais que teriam de ser tomadas, assim que surgiram os primeiros sinais das portentosas jazidas na nossa plataforma marítima.

Esses “esquecimentos”, usualmente resultam da rendição de gestores públicos aos embolorados protocolos da burocracia, que emperra, dificulta e posterga. Todo aquele emaranhando de exigências que se vestem com a capa de precauções, ditas moralizadoras, e servem para inflar as vaidades de amanuenses, ou fantasmas redivivos, atulhando repartições e embaraçando a economia, causando mais prejuízos do que os esperados ganhos na cruzada contra a corrupção. Não se pense, nem de longe, que estaríamos imaginando transformar o Estado numa espécie de casa da “mãe Joana”, onde todos se cevariam impunemente. O problema é outro, exatamente aquele tão insistentemente vocalizado pelo empresário Luciano Barreto, que defende uma revisão das práticas usuais, para fazê-las mais eficazes, sem causar os prejuízos enormes acarretados ao desenvolvimento, quando se atrasam obras, quando se impedem providências essenciais e ditadas pela urgência.

No caso do gás foi preciso capacidade de decisão, vontade política, para superar os inevitáveis obstáculos burocráticos. Nisso, na área federal, saiu à frente o Ministro das Minas e Energia Bento Albuquerque, que é pragmático e eficiente, e não transformou o seu cargo numa trincheira inútil de propagação das idiotices ideológicas que contaminam o governo, e também o ambiente de negócios.

Aquele Seminário do Gás realizado em Aracaju, ainda antes da pandemia, foi o ponto de partida para a política que já estava traçada, pronta a ser levada ao empresariado brasileiro, e onde Sergipe ganhava destaque. O governo do Estado antecipou-se, Belivaldo constituiu uma equipe de assessores diretos e deu carta branca para as ações na Secretaria de Desenvolvimento, onde o Secretário José Augusto Carvalho desenhou a articulação com o governo federal tendo como ponta de lança, em Brasília, o deputado Laércio Oliveira, responsável pela abertura de caminhos. Na Secretaria, o técnico Marcelo Menezes completava as articulações com o setor privado, fundamentais para a estratégia de aproveitamento econômico da fonte de energia quase limpa, que será disponibilizada em Sergipe.

No caso da UNIGEL, sucessora da absurdamente “hibernada” FAFEN, não fosse a sintonia de ações entre o governador Belivaldo e o deputado federal Laércio Oliveira, além da base política que foi construída para as ações, estaríamos, talvez, ainda aguardando uma solução para o equivocado rumo tomado pela PETROBRAS, fechando uma empresa sem avaliar as consequências desastrosas que disso resultariam. A UNIGEL já funciona, com a SERGAS fornecendo o insumo básico, o gás, e assim, o polo sergipano de fertilizantes ganha um novo alento, e agora, é sair em busca do tempo que a PETROBRAS nos fez perder.

O gás, como foi dito, não é para amanhã, mas, a sua entrada em cena está próxima, dar-se-á num intervalo entre dois e três anos, a depender de como esteja o ritmo dos trabalhos, tanto da PETROBRAS como da EXXON, que são afetados com a pandemia.

Tudo se resume em algo aparentemente simples: havendo a farta disponibilidade de gás, Sergipe poderá modernizar suas indústrias, ter uma frota de veículos consumindo combustível quase limpo, e para aqui virão muitas outras indústrias atraídas pelas vantagens oferecidas. Para isso, o gás terá de oferecer preços atraentes, e não esses que agora são praticados.

Todavia, o caminho já quase percorrido é bastante complexo, tanto do ponto de vista técnico-operacional, quanto da arquitetura legal construída, envolvendo aspectos que passam da formação de preços aos tributos, às isenções e a logística que não é simples, além de mudanças de paradigmas, sem as quais de nada valerá ter jazidas enormes do gás debaixo da terra.

Na área jurídica o destaque é para a Procuradoria Geral do estado, tão bem capitaneada por Vinícius Thiago Soares de Oliveira, e a participação, essencial, no sutil bordado, do Secretário da Fazenda Marco Antônio Queiroz, do ex-Assessor Aldemário Alves de Jesus, ex-secretário da fazenda e atual diretor de crédito do BANESE, dos assessores técnicos, Oliveira Júnior e Ricardo Lacerda, entre outros.

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O ADMIRÁVEL BRASIL NOVO

(As armas, as milícias e os pesadelos)

Não fosse a ação pontual da Ministra Rosa Weber, aquela ameaçadora comunista, esquerdopata, inimiga rancorosa do nosso presidente, e da pátria amada Brasil, estaríamos, já esta semana, podendo andar pelas ruas portando duas armas, uma pistola de um lado, um 38 Magnum do outro, e carregando na algibeira centenas de munições. Assim, tão protegidos, levaríamos nossas crianças ao Jardim de Infância. Poderíamos até exibir ostensivamente as armas, não haveria restrições.

Também, em alguns templos, teríamos pleno direito de entrar, sentar, colocando entre as pernas nossa carabina, e enriqueceríamos nossos corações ouvindo as prédicas construtivas de pastores, Malafaias, ou um certo padre de Laranjeiras, em Sergipe.

Desde a mais tenra infância, as nossas crianças devem acostumar-se com a presença das armas, inclusive manuseá-las com destreza, e ter pontaria aprimorada depois, nos clubes de tiro, que desde os 14 anos já deveriam frequentar. Atiradores, caçadores, poderiam ter entre trinta e sessenta armas, e colecionadores todas as que desejassem. Para atirar e matar animais silvestres, estaria garantido um estoque de munição em torno de duas mil unidades. É sabido que a caça é proibida no Brasil, mas isso são restrições bobas, até porque, armados, com fuzis automáticos, qual o guardinha idiota do Ibama, ICM bio, ou das Ademas, ousariam impedir-nos?

Armados, bem municiados, brevemente seríamos alguns milhões, sem sofrer a incomoda fiscalização do Exército, a intromissão absurda da Polícia Federal.

Não temos que dar satisfações a militares nem a policiais, que não sejam devotadamente ligados à nossa causa.

Sim, queremos mesmo formar a milícia dos homens de bem, todos, evidentemente diferenciados pela renda, que lhes permita adquirir as armas necessárias. Essa distinção é fundamental, para que não se confundam os patriotas com a ralé de sevandijas, atolados na miséria por falta de iniciativa ou incurável preguiça, consequências daquela mestiçagem no sangue.

Nós, seremos a milícia do bem, sob as ordens direta do nosso capitão, e dos seus filhos, entusiásticos e valentes patriotas. Estaremos prontos a invadir o STF, o Congresso Nacional, a pôr para correr governadores e prefeitos, limpando a pátria amada dessa escória que nos faz vergonha; e a Globo Lixo, Lixo, vai transformar-se numa enorme e festejada fogueira, onde estarão todos os demais veículos de comunicação que desagradarem o nosso mito, e tentarem nos impedir de ter uma força armada, muito mais numerosa do que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Quando acenderemos essas fogueiras expiatórias, dançaremos, comemorando, com o crepitar do fogo e troar das nossas armas apontando ao alto, ou contra quem nos tentar impedir.

Assim, estaria assegurada para sempre a nossa liberdade, porque não cometeríamos o erro daqueles valorosos patriotas americanos, que falharam ao invadir o Capitólio, sem entrar atirando.

Se já estivéssemos armados, e bem armados antes, não haveria essa ousadia libertina nos órgãos de comunicação, nem haveria apenas uma só Mariele justiçada. O capitão Adriano, não teria sido abandonado para morrer executado pela polícia baiana, sob comando do governador petista-comunista-terrorista.

Talvez, tenhamos perdido uma primeira batalha, mas, confiamos no nosso capitão, porque temos o sagrado dever de defender a família brasileira, não esquecendo que, entre os nossos aliados defensores dos mesmos princípios, estão ocorrendo baixas, com as perseguições a pessoas como à nossa deputada e pastora Floderlis, ameaçada de perder o mandato, e ser presa; da mesma forma, um outro aliado, também defensor da família, o vereador Dr. Jairinho, preso injustamente por acusações falsas, exatamente porque ele se declara Fechado Com Bolsonaro.

Por nos faltarem armas, é que ainda não podemos circular em nossos veículos, com a tranquilidade que teríamos portando pistolas, e um fuzil automático ao lado, no banco dianteiro.

Só tendo armas seremos livres, só portando armas teremos assegurada a nossa liberdade. A Ministra Rosa Weber, os demais porcos que chafurdam nos tribunais, nos parlamentos, nas redações, não perdem por esperar. O nosso admirável Brasil novo, será construído, se preciso sob a mira dos nossos fuzis.

Hitler e Mussolini, falharam nas suas ambições de transformar o planeta e fazer surgir o admirável mundo novo, com o qual sonhamos, porque não fortaleceram as suas milícias pessoais. Hitler, não fez crescer as SS, as SA, que tão bem concluíam o processo eugênico da extinção de raças inferiores, tais como os judeus, negros, ciganos, eslavos, esses povos malignos que ameaçam a raça superior, nós, os ousados, nós, os conquistadores. Os dois erraram, quando confiaram nos seus generais que não demonstraram a coragem indômita do novo homem que surgia, para construir um novo mundo. O mesmo sonho nosso, de hoje, de um país renovado, onde imperarão os que forem fortes, os que souberem manejar os seus fuzis com precisa pontaria, e sem o sentimento piegas e mofino da piedade, ou da fraqueza reles de um intitulado sentimento humano.

A meta de fuzilar 30 mil esquerdistas e corruptos, que um dia o nosso capitão anunciou, caso fosse eleito presidente, terá de ser ampliada, se necessário for, para trinta milhões. Isso será facilmente factível, desde que não nos faltem armas e munições.

É bom saber, que se já estivéssemos armados como almejamos, a mentira dessa pandemia chinesa já teria sido desmoralizada e exterminada. Com duas ou três incursões armadas que fizéssemos a esses hospitais, onde dizem que há doentes de covid, exterminaríamos os médicos, as enfermeiras, todos que estivessem cometendo a farsa de tratar de doentes inexistentes, e, se por acaso, lá estivesse algum, seria fuzilado junto com o vírus dele. Eliminaríamos os dois.

No dia seguinte a pandemia acabava.

São essas soluções corajosas, patrióticas e radicais, que precisam ser aplicadas. Hitler, infelizmente, não conseguiu completar a sua Solução Final, que seria o extermínio completo do malsão povo judeu. Nós, desde que estejamos armados, não cairemos no mesmo erro, e logo poderemos anunciar o surgimento do nosso Admirável Brasil Novo.

PS - Esse texto criminoso, desumano, absurdo, inacreditável, deprimente, aviltante, seboso, nojento, repugnante, podre; sem dúvida alguma, encontraria, hoje, no Brasil, uma grande quantidade de pessoas que o festejariam como verídico, e até embaixo dele colocariam as suas assinaturas, demonstrando plena aprovação.

Por isso, por culpa de uma minoria ensandecida pelo fanatismo, é que, como desejava o chanceler decaído Ernesto Araújo, já somos avaliados internacionalmente como um país pária, e objeto de reprovação, ou até mesmo chacota, como aconteceu no Parlamento francês.

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CONCEIÇÃO PRUDENTE, A MINHA MÉDICA

(A médica Conceição Prudente)

Temos, hoje, de reverenciar, de exaltar todos os médicos, todos os profissionais da saúde, sem os quais é impossível dizer quantos milhões de mortos mais doloridamente estaríamos a contar.

Na epígrafe de um dos seus livros, Por Quem os Sinos Dobram Ernest Hemingway colocou um poema de John Done, em cujo nome se inspirara. Perguntava o poeta:” Por quem os sinos dobram”? E respondia o poeta: “Eles dobram por tí”.

Os sinos nem dobram mais, talvez o clangores das cidades os tenham tornado inaudíveis. Mas, um menino que morou algum tempo nas proximidades da Catedral de Aracaju, acostumou-se a ouvi-los, e passou a distinguir bem, quando plangiam em sonoridades e sequências diversas, anunciando coisas da vida e coisas da morte. Os sons tristes lhes ficaram para sempre gravados aos ouvidos. Não que ele associasse isso a uma vida de tristeza, pelo contrário, o menino, que já é velho, vive, e vive sempre a cantar a vida.

O menino velho parece sentir aquele planger quase lacrimoso do vetusto sino, quando se lhe vai uma pessoa querida.

E o menino velho que sou, este escrevinhador, sentiu atravessar-lhe a alma, e quase ouviu o sino, ao lhe ser anunciada a morte da sua médica e amiga, a sempre feliz e risonha, humana, sensível, fraterna médica, Conceição Prudente.

Não nos aquietemos, nem naturalizemos as mortes que essa pandemia nos vai obrigando a contar, e a chorar.

Se os sinos das catedrais ainda fossem ouvidos, eles tocariam por mais de 360 mil mortos pela covid. Os sinos não tocam somente por eles, os sinos tocam por todos nós.

Tocam por Conceição Prudente, a minha médica. Tocam pelos seus irmãos, pelos seus parentes, pelos seus amigos, pelos amigos e pacientes. Tocam por mim. Tocam por todos nós.

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