TEXTOS ANTIVIRAIS (80) | Luiz Eduardo Costa | F5 News - Sergipe Atualizado

TEXTOS ANTIVIRAIS (80)
Blogs e Colunas | Luiz Eduardo Costa 19/11/2021 19h38 - Atualizado em 19/11/2021 19h52

ROGÉRIO NADOU NADOU PARA MORRER NA PRAIA?

 

Lula a Rogério, uma sugestão ou ordem: sua candidatura me prejudica.

 

Rogério, como muitos observam, é um político que não se prende muito às regras convencionais. Ele é impetuoso e  capaz de saltar barreiras (não estamos aqui abordando questões éticas) desde que chegue aos seus objetivos políticos. Depois de atrelar por muito tempo o PT ao projeto de Edvaldo Nogueira, que foi eleito prefeito tendo Eliane Aquino como vice, rompeu, tornou-se oposição, e jogou suas fichas na eleição de Márcio Macedo à Prefeitura de Aracaju, que teve poucos votos, e Edvaldo reelegeu-se, com a habilidosa e articulada delegada Katarina como vice, porque, então, Eliane já era vice- governadora.

Mais uma vez Rogério tornou-se oposição, muito crítico aliás, ao governo do qual nem ainda desembarca por completo, tal a dificuldade de esvaziar o espaço que ocupava. E assim, avançou no seu estilo impetuoso, tornando–se, ao que tudo indica precocemente, candidato ao governo do estado. 

Vale lembrar uma conversa que Rogério manteve com o nome cobiçado por todos os partidos, o do ex-prefeito Valmir de Francisquinho, liderança forte em Itabaiana, e nos entornos do pulsante município.

Rogério, tentando elevar o convite ao mais elevado nível de convencimento, teria dito: “Valmir, eu sou um trator,  até agora não  encontrei um obstáculo que não pudesse derrubar, você, na sua Itabaiana, é um outro trator parecido comigo. Se nós juntarmos as potências das nossas duas “máquinas,” iremos “tratorar” Sergipe de cabo a rabo.”

Valmir ouviu, mas, não chegou a convencer-se da viabilidade de uma chapa ao governo formada por Rogério, onde ele figuraria como vice.

Nesse ínterim, marcado por dúvidas ou indecisões, recebeu um surpreendente telefonema do presidente Bolsonaro, dizendo-lhe de chofre, que desejava vê-lo candidato ao Senado Federal, pelo PL, o partido no qual anunciou que iria filiar-se.

No meio disso tudo ocorreram outras conversas, aquela água que sempre passa por baixo da ponte enquanto não se consolidam desejos, projetos e expectativas.

Há um tempo relativamente longo a percorrer,  enquanto avançam  e recuam démarches, fatos novos aparecem, surpresas, quase espantos, se sucedem.

Nesse clima tão indefinido, tão susceptível às mudanças, avalia-se, agora, que Rogério precipitou-se. Não conseguiu conter suas ânsias, e se fez candidato muito cedo, imaginando ser efetivamente um “trator”, se pondo em marcha a tempo de demolir obstáculos e tornar irreversível a sua ofensiva, tendo o apoio de Lula, com a sua candidatura em ascensão, fortalecida pela decepção que tem sido o presidente Bolsonaro, e agora transitando no plano internacional, sendo alvo de homenagens, que dizem muito sobre a sua capacidade de seduzir chefes de governo no mundo pós-moderno, uma boa sinalização para o Brasil, agora perdendo espaços comerciais no mundo, já afetando pesadamente o nosso pujante agronegócio.

Com sua inigualável capacidade de diálogo, e de fazer aglutinações pluralistas, Lula vem ajustando as ambições dos petistas ao projeto maior, que seria a sua candidatura. Assim, acena para Geraldo Alckmin, para ser uma espécie de substituto do seu ex-vice por duas vezes, o decente e confiável José de Alencar. Alckmin candidato a vice, pela sua estatura de gestor responsável, ajudaria a atrair setores do centro, e da direita não contaminada pelo extremismo, ajudando a desconstruir o “esquerdismo radical”, que ainda alguns setores enxergam em Lula.

Nesse diapasão, ele teria mantido uma oportuna e ajustada conversa com o senador Rogério Carvalho. Mostrou-lhe, até com inusitada franqueza, o prejuízo eleitoral de uma candidatura petista ao governo de Sergipe, conflitando com um grupo liderado pelo governador Belivaldo, que não teria restrições em apoiar  o ex-presidente, mais uma vez, por sinal.

Lula fez sentir a Rogério que ele estava apenas no meio do seu mandato, e que ele, sendo eleito, precisaria dele no Senado, formando uma base confiável no Congresso.  Além do mais, Lula mostrou a Rogério, com números, ser indispensável ampliar sua base política em todos os estados, para a tarefa mais urgente, que é a de somar votos e garantir-lhe a eleição.

O que desejaria então de Rogério o ex-presidente e agora presidenciável Lula?

Simples assim: Deseja que Rogério desista da anunciada candidatura ao governo, concentre-se na sua ação de Senador da República, e o PT trate de refazer a aliança com o governador Belivaldo, e seu grupo, mesmo sem  fazer parte do governo, para não parecer um jogo de interesses menores, mas, satisfazendo-se plenamente com a vaga senatorial para Eliane Aquino, a viúva de Marcelo Déda. E, mais ainda: que seja assumido o compromisso petista de votar no candidato ao governo do estado, do grupo ao qual voltaria o PT a integrar-se.

Seria, se isso chegar a ser tentado, indispensável uma conversa construtiva, em primeiro lugar do próprio Lula com o governador Belivaldo Chagas, para saber se ele se mostraria disposto a refazer a aliança, e combinar com o seu grupo a aceitação de Eliane como candidata ao Senado. Nisso, facilitaria a circunstância  de que, ela, sendo petista, nunca chegou a declarar-se adepta de primeira hora da candidatura de Rogério. A conversa teria de abranger todas as lideranças que integram o grupo, mais especificamente com o deputado Laércio Oliveira, que, há algum tempo, reivindica uma vaga majoritária, seja no governo ou no Senado. Ele é muito bem visto pelo governador Belivaldo, por ter ajudando muito o governo a avançar em pautas econômicas. O ex-governador Jackson Barreto também está empenhado em consolidar sua candidatura ao Senado. Com Jackson, pela aproximação pessoal que ele tem, tanto com Lula, como Eliane, a conversa seria mais amena. Já o mesmo não ocorreria em relação a Laércio, que tem marcantes divergências ideológicas com o PT, embora, democraticamente, tenha convivido com tantos petistas, entre eles Marcelo Déda, e a própria Eliane. 

Em relação ao prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, ele sempre votou no PT, e hoje, no partido de Ciro Gomes, seria um eleitor dele, mas, isso no primeiro turno, onde parece que se esfumam as esperanças do intrépido lutador cearense de chegar ao segundo turno, principalmente agora, com a entrada em cena do, digamos assim, execrável, Sérgio Moro, mas, como tantos outros execráveis, desperta paixões em segmentos da sociedade, e poderá surpreender, superando Bolsonaro, para cuja eleição foi decisivo, quando Juiz, e apóstolo de uma moralidade de ocasião, que levou ao paroxismo a luta que se imaginou justa e coerente contra a corrupção, enquanto Moro escolhia os seus alvos preferenciais, e fez o indecente strip-tease da Toga, na primeira ocasião em que foi convidado para subir os degraus mais altos do Poder.

Entre outros, seria preciso também convencer, prioritariamente, ao deputado federal Fábio Mitidieri, agora, o mais provável candidato ao governo, mas ele deveria receber a gratidão, (se é que isso existe) do PT, por ter sido o único deputado federal sergipano, exceto os petistas, que votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A verdade é que o impedimento surpreendente, e para tantos até absurdo, decretado pelo STF sobre a carreira política do ex-deputado André Moura, deixou um vácuo difícil de preencher na política sergipana. Para a vaga ao Senado não se encontrou, até agora, um nome capaz de substituir o político habilidoso e gerador de resultados, como é André Moura.

 

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ORÇAMENTO SECRETO VIRA CASO DE POLÍCIA

 

Inacreditável: na Câmara Federal a  "Casa do Povo" inventaram como roubar secretamente o povo. O Senado deverá corrigir o absurdo.

 

Sobre a excrescência moral, administrativa, e política que é o chamado Orçamento Secreto, disse o vice–presidente general Hamilton Mourão: “Se eu tenho um dinheiro que é meu, honestamente conseguido, eu posso, se quiser, até rasgá-lo, mas, o que não se pode admitir é que rasguem dinheiro público, que é nosso, resultante dos impostos que pagamos, e isso sendo feito através de um orçamento secreto, sem que haja transparência e se saiba quem recebeu o dinheiro; para onde o dinheiro foi mandado; em que foi gasto; e sem que se exija transparência e uma rigorosa prestação de contas.”.

Esse é o sentimento de todos os brasileiros diante desse ato “Institucional” dos batedores de carteiras, para terem acesso ilimitado aos bilhões de reais, sendo entregues a deputados dos quais não é revelado o nome, nem os critérios usados para a sua distribuição, e para quais finalidades.

O presidente Bolsonaro seus filhos, principalmente o presidente da Câmara, e até o do Senado, Rodrigo Pacheco, que parecia tão cônscio da necessidade de obedecer às regras da moralidade pública, juntam-se aos seus demais parceiros do centrão, ou adjacências, na defesa intransigente do manto encobrindo a atividade de receber, distribuir, e aplicar dinheiro público. Trata-se de uma ignomínia, de um descaramento impensável, e que agora ocorre diante dos olhos da Nação, que se levanta indignada com essa forma mafiosa de manipular recursos, através de um “orçamento” criado exatamente para encobrir a única atividade que nessas circunstâncias ali é cabível: o peculato.

O Supremo já determinou que o “orçamento secreto”, seja suspenso, até que se criem normas republicanas para uso das verbas nele concentradas, enquanto, felizmente agora, a Polícia Federal pede autorização ao STF para fazer uma varredura através dos atos que geraram o tal “orçamento”. A PF desvendará os mistérios do “orçamento secreto”. Revelará, exatamente, a direção que tomaram as verbas que foram utilizadas. Os rastros já aparecem, e, revelados, farão parte de mais um desses escândalos monumentais que, quando surgem, fazem as pessoas maldizer a política e os políticos, quando o mais prático e objetivo seria identificar os nomes dos envolvidos, e denunciar a todos, para que sejam bem conhecidos dos eleitores. Uma reação desse tipo daria mais resultados práticos do que a busca de “mitos” salvadores, sempre falsificados, desastrosos. E decepcionantes.

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