Inflação atinge 10,14% em Aracaju. Combustíveis, alimentos e energia puxaram indicador | Marcio Rocha | F5 News - Sergipe Atualizado

Inflação atinge 10,14% em Aracaju. Combustíveis, alimentos e energia puxaram indicador
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 15/01/2022 04h34

Estamos ouvindo cada vez mais sobre a inflação de dois dígitos que o Brasil teve no ano de 2021, com seus 10,06% no ano. Isso é basicamente o indicador que mostra como o custo de vida do brasileiro se comportou no ano passado, mas precisamos atentar para o mesmo índice medido pelo IBGE no que diz respeito a Aracaju. Aqui, a inflação foi maior que a do Brasil, com 10,14%. Em que isso nos afeta? Vamos descomplicar um pouco para você entender.

Basicamente, isso quer dizer que o custo de vida dos aracajuanos, tomemos por Sergipe como um todo, aumentou mais que no Brasil. Os grupos de setores que são medidos pelo IBGE apresentaram elevação para as famílias sergipanas, com majoração dos valores percentuais. Ou seja, estamos gastando mais para manter nosso padrão de vida.

O grupo de alimentos e bebidas apresentou aumento de 8,62%, então se alimentar ficou mais caro, obviamente. Já os indicadores para os custos de habitação aumentou 11,37%, artigos de residência 10,78%, vestuário 11,21%, saúde e cuidados pessoais 4,59%, despesas pessoais 4,67%, educação 8,07%, comunicação 2,77%. Mas o que mais apresentou elevação e puxou o custo de vida dos sergipanos para cima foi o custo dos transportes, com crescimento de 21,87%.

No subgrupo de alimentos, o que mais apresentou aumento foi o segmento de aves e ovos, com 23,55%. O que mostra que a fonte de proteína mais acessível para as famílias, principalmente as mais pobres, elevou seu preço em quase um quarto em um ano. Outro subgrupo que elevou o preço foi o de açúcar e derivados, com 18,62%. Individualmente, os três maiores aumentos foram no cafezinho nosso de cada dia, com 50,2%, a mandioca, com 48% e o açúcar refinado, com 47,8%, segundo os dados.

As elevações constantes nos preços dos combustíveis levaram ao aumento considerável da inflação no país e no estado, sendo o principal fator que puxou os preços dos produtos para cima. Afinal, tudo depende de transportes e quando o combustível aumenta, tudo é puxado para cima junto. Os combustíveis em geral, no final do ano passado custaram 49,02% a mais do que custavam em janeiro e isso pesa muito no bolso das famílias que possuem veículos à combustão. Quem tem carro ou motocicleta reclama e com razão dos preços caros dos combustíveis, que estão muito elevados. O que mais apresentou aumento do preço foi o etanol, que elevou 62,23%, seguido pela gasolina, com 47,49% e o óleo diesel, com 46,04%.

Mas não ficou somente no custo dos combustíveis para transportes. O combustível residencial, nosso conhecido botijão de gás, também sofreu uma elevação muito alta no ano passado, com 36,99% de aumento no valor. Isso até levou o Governo Federal a reeditar algo que existiu há muito tempo, o vale-gás, para tentar diminuir o peso do preço do gás de cozinha nas famílias mais pobres. Vamos esperar para ver se a medida realmente dará certo. O gás encanado também sofreu uma majoração elevada, com 28,39%.

Já outra coisa que impacta diretamente no bolso das famílias também sofreu um aumento muito grande neste ano. A crise nas usinas de produção de energia hidrelétrica, por causa das baixas nos reservatórios de água, levou ao acionamento de usinas termelétricas para a produção de energia, com a finalidade de alimentar a operação de distribuição energética para o país. Isso resultou na elevação de 21,21% do preço da energia residencial. E, para piorar, ainda estamos pagando pela bandeira tarifária vermelha. Quanto mais consumimos, mais pagamos essa tarifa extra. Para uma conta de R$ 500, 100 reais são somente de bandeira tarifária.

O preço elevado das commodities no mercado internacional, que provocaram um grande aumento nas exportações brasileiras no que diz respeito ao agronegócio também influenciou diretamente no processo inflacionário brasileiro.

 

Mais Notícias de Marcio Rocha
08/01/2022  04h28

Natal Iluminado: O resgate das comemorações em Aracaju

18/12/2021  03h19

Grupo Fasouto é destaque nacional na revista Isto É

11/12/2021  05h23

Redução do IPI em veículos para PCD e APP vai prejudicar pessoas mais pobres na saúde

27/11/2021  02h58

O IPVA vai aumentar? Sim, mas não é culpa do governo

20/11/2021  01h00

A importância do Natal Iluminado


Blogs e Colunas
Marcio Rocha
Marcio Rocha

Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especialista em jornalismo econômico e empresarial, MBA em Assessoria Executiva pela Uninter, com experiência de 20 anos na comunicação sergipana, em rádio, impresso, televisão, online e assessoria de imprensa. 

E-mail: jornalistamarciorocha@live.com

O conteúdo e opiniões expressas neste espaço são de responsabilidade exclusiva do seu autor e não representam a opinião deste site.