Advogado paraibano morre após ser baleado pela Polícia Civil de Sergipe | F5 News - Sergipe Atualizado

Advogado paraibano morre após ser baleado pela Polícia Civil de Sergipe
Os policiais sergipanos relataram que a vítima estava armada e teria reagido
Cotidiano | Por Laís de Melo 18/03/2021 11h14

Uma operação da Polícia Civil de Sergipe realizada na cidade de Santa Luzia, na Paraíba, terminou com a morte do advogado Gefferson Moura, de 32 anos, na noite de terça-feira (16). O fato tem sido noticiado na imprensa local da Paraíba, e segundo relatos dos familiares, o profissional foi morto por engano, pela polícia sergipana. 

O irmão da vítima, Gleriston Moura, disse, em entrevista para a emissora da TV Globo da Paraíba, que a família não acredita na versão contada pelos policiais sergipanos. Além disso, os familiares relatam ainda que o corpo de Gefferson foi deixado pelos policiais civis de Sergipe no chão de um hospital municipal de Santa Luzia. 

"A gente espera que a polícia elucide esse crime para pelo menos nos dar um conforto. Porque trazer de volta, não vai. É preciso saber se houve um despreparo da polícia de Sergipe, para abordar um condutor que estava sozinho e cometer uma atrocidade dessa", disse Gleriston. 

Gefferson havia saído de João Pessoa em viagem para Cajazeiras, interior da Paraíba, onde iria prestar auxílio à família, já que o pai que testou positivo para a covid-19. Segundo a Polícia Militar do estado paraibano, o advogado não tinha registro de passagem pelo sistema judicial.

Versão da Polícia Civil de Sergipe

De acordo com as informações do delegado-geral da Polícia Civil de Sergipe, Tiago Leandro, o Departamento de Narcóticos (Denarc/SE) realizava uma ação oficial na região, bem como em outros estados do Nordeste, para combater uma quadrilha especializada em tráfico de drogas interestadual. 

Com isso, foi preciso instalar uma barreira policial para a apreensão de um carregamento de substâncias entorpecentes no estado da Paraíba, próximo à divisa com o Rio Grande do Norte. Foi quando a polícia abordou um veículo Peugeot, de cor vermelha, cujo condutor era o advogado Gefferson. 

"Segundo relatos dos policiais, que já prestaram depoimento junto à Polícia Civil da Paraíba, Gefferson estaria armado com uma pistola e havia esboçado reação. Então, os policiais reagiram. Houve a prestação imediata de socorro médico. Os policiais levaram Gefferson para o hospital municipal mais próximo e depois a equipe, visando a transparência da apuração dos fatos, se deslocou até uma delegacia plantonista para prestar esclarecimentos", disse o delegado Tiago Leandro. 

Em nota, a Polícia Civil de Sergipe informa que as equipes estavam há alguns dias em diversas partes do Nordeste, monitorando a quadrilha com o intuito de cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça de Sergipe. 

"A PC disponibiliza desde as primeiras horas do desfecho da ocorrência todas as informações necessárias às autoridades paraibanas. Os relatos prestados pelos policiais civis sergipanos constam em inquérito policial que já foi instaurado para apurar a ocorrência. A perícia também foi acionada para realizar os exames nas armas de fogo e veículo", diz a nota. 

Polícia Civil da Paraíba

Segundo o delegado plantonista da Paraíba, Gaudêncio Jerônimo de Souza Neto, que atendeu a ocorrência da morte de Gefferson, o delegado da Polícia Civil de Sergipe, que responde pela operação realizada em Santa Luzia, relatou que ao abordar o veículo de Gefferson, pediu para que ele acendesse a luz interna do carro, e o advogado teria informado que estava quebrada.

"O policial se aproximou do veículo para ver se tinha mais ocupantes ou volume de carga, e ao se aproximar, percebeu um volume metálico nas pernas do condutor. Então ele pediu para o condutor colocar as mãos para fora do veículo, o que não foi obedecido e, ao invés disso, o delegado percebeu que ele fez um movimento em direção às pernas, e então disparou contra a vítima. A equipe de Polícia Civil de Sergipe socorreu a vítima até a unidade de saúde, quando, na entrada do hospital, os socorristas atestaram o óbito", descreve o delegado. 

Ainda conforme Gaudêncio Neto, os policiais sergipanos apresentaram o veículo de Gefferson, o qual passou por uma perícia, e também entregaram as armas de fogo, do delegado que efetuou os disparos e da vítima. 

"São duas pistolas calibre .40, e esse material foi encaminhado para a perícia. Na perícia do veículo já foram localizados dois projéteis de arma de fogo e uma cápsula, que será matéria de confronto balístico para apurar se a arma que foi utilizada bate com os projéteis que se encontram no veículo", disse o delegado da Paraíba. 

E continua. "Tambem estamos realizando o exame cadavérico da vítima. Além disso, solicitamos a coleta do material da vítima, para posterior confronto. E pedimos a coleta de material genético na pistola que seria da vítima, para constatar se realmente essa pistola era. Será agora instaurado o inquérito policial para apurar as circunstâncias desse crime e mais diligências serão realizadas pela Polícia Civil da Paraíba na tentativa de elucidar o mais rápido possível", conclui. 

 

Edição de texto: Monica Pinto
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