Dragão-azul é encontrado por banhistas em praias sergipanas | F5 News - Sergipe Atualizado

Curiosidade
Dragão-azul é encontrado por banhistas em praias sergipanas
Nessa época do ano, o pequeno molusco é arrastado pelas correntezas até as praias
Cotidiano | Por Aline Aragão 28/04/2021 16h32

Em Sergipe quando se fala em dragão azul, todo mundo pensa logo no Confiança, time que representa o estado na série B do Brasileirão e que entra em campo na tarde desta quarta-feira (28) contra o Freipaulistano, pelo Campeonato sergipano. Mas calma que o assunto aqui não é futebol, e sim, outro dragão, na verdade uma lesma do mar que apareceu em algumas praias do estado e mexeu com a imaginação de muita gente.

Os relatos falam da aparição, nos últimos dias, em praias de Aracaju e de Estância, no Sul do estado. Mas é bem provável que ele apareça em toda costa sergipana, isso porque, o dragão-azul, ou melhor dizendo, Glaucus atlanticus, vive em águas temperadas e tropicais.

O animal é tão pequeno que muitas vezes pode passar despercebido. Medindo entre 3 e 4 centímetros o dragão-azul pertence ao grupo dos moluscos e, diferentemente do que tem sido propagado, não é mortal.

O biólogo do Projeto Tamar Rauber Garcia disse ao F5News que apesar de toda repercussão sobre o pequeno animal, essa não é a primeira vez que a espécie aparece por Sergipe. Ele próprio já teria encontrado um dragão em 2016, em praias de Aracaju. “É comum eles aparecerem no litoral brasileiro. Já foram encontrados nos estômagos das tartarugas marinhas”, disse.

Rauber explica que nesta época do ano os ventos do Sul e do Leste se tornam mais frequentes, durando até o fim do inverno. E esse fenômeno faz com que animais que vivem flutuando, mais afastados da costa, sejam lançados nas praias, a exemplo das águas-vivas, caravelas e também o dragão-azul.

O biólogo diz ainda que, ao contrário do que se acredita, a espécie não produz toxinas e o contato com a pele, caso aconteça, não provoca danos ao ser humano. Mas ele alerta que pode ser perigoso no caso de ingestão.

“Eles flutuam na superfície utilizando a tensão superficial da água para se manter, onde são levados pelos ventos e correntes oceânicas. O que acontece é que ao se alimentar de caravelas ele consegue armazenar e potencializar a toxina da caravela em minúsculos sacos na extremidade dos seus apêndices. Mas, por ser um animal muito pequeno, a quantidade de toxinas não é suficiente para causar danos aos seres humanos em contato com a pele, diferente das águas-vivas e caravelas. Porém, existem relatos de intoxicação através da ingestão do animal”, explica.

Caso encontre um dragão azul na areia, o recomendado é não fazer contato com ele, e ficar atento, principalmente às crianças, para que não haja ingestão. E se encontrar o animal dentro da água, evitar pegar ou retirar do habitat natural.

Além de Sergipe, há também relatos de que a espécie já tenha sido encontrada em praias da Bahia, Alagoas e Pernambuco, entre outros estados.

BIOLOGIA*

O Dragão-azul é uma espécie de nudibrânquio de hábitos pelágicos e dificilmente é observado em águas rasas, na costa. A maior parte do tempo o Dragão-azul passa flutuando de ventre para cima graças à uma bolsa de gás presente em seu estômago e quando avista alguma presa usa os apêndices para se deslocar.

A alimentação do Dragão-azul é baseada inclusive em animais maiores que ele, especialmente alguns cnidários pelágicos flutuantes como a Caravela-portuguesa (Physalia physalis), algumas espécies de moluscos nectônicos como o Caracol-flutuante (Janthina janthina), entre outros animais pelágicos, podendo inclusive praticar o canibalismo e se alimentar de outros exemplares da sua mesma espécie.

*As informações sobre a biologia do animal são do blog EcoBioGeo - Meio Ambiente & Mergulho Científico.

Edição de texto: Monica Pinto
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