Famílias de ocupações questionam atraso no pagamento do auxílio moradia
Manifestantes ocupam prédio da Secretaria de Inclusão Social em Aracaju
Cotidiano| Por Saullo Hipolito* 09/11/2018 10:00 - Atualizado em 09/11/2018 11:03

Desde as 7h desta sexta-feira (9), representantes do Movimento ‘Luta por Moradia’, das comunidades Nova Liberdade, Mangabeira, Terra Prometida, Santa Maria, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, invadiram o prédio da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), em Aracaju, O objetivo é reivindicar a regularização do pagamento do auxílio moradia. Eles afirmam que só sairão do local após conversa com representantes do Governo de Sergipe.

Essas famílias anteriormente moravam em uma ocupação, com barracos de lona. O Governo fez a retirada e as colocou em outro local, com o benefício da moradia, para que eles pudessem arcar com os custos da casa. Mas o atraso vem prejudicando o pagamento e muitas famílias estão correndo o risco de ser despejadas.

Com cerca de cem pessoas no local, os representantes do grupo afirmam que o pagamento do auxílio moradia, que era feito todo final de mês, agora tem atrasado. A situação perdura há quase seis meses, sem solução. “Agora a gente assina o recibo no dia 20 e só recebe o benefício no dia 16 do outro mês, isso não existe. Os donos das casas estão nos cobrando, pedindo os locais por falta de pagamento”, disse um dos representantes do movimento, Jackson Miller, de 31 anos.

“Se você não tem uma moradia própria, você é um indigente, isso é um absurdo. Tem crianças que correm o risco de sair das suas casas, sem ter para onde ir. O governador não mostra responsabilidade de cuidar dessas famílias. Uma verba de R$ 300 e ele já está atrasando”, disse Antony Costa dos Santos, outro representante do movimento.

Ainda existe uma segunda cobrança por parte das famílias: uma política pública para a habitação. “A gente não precisa só desse auxílio, precisamos de uma moradia, saúde e educação. Vemos que o nosso povo está excluído da sociedade”, afirmou Jackson.

No local há diversas crianças que vieram com suas famílias. Eles afirmam ainda que só sairão após um diálogo, pois já houveram cinco tentativas sem sucesso. “A gente não vai parar, em 2019 estaremos sempre aqui. Estão vindo mais pessoas para essa luta, porque é a união que faz a força”, afirmou Antony Costa, de 29 anos.

Após uma reunião, a Seidh informou, por meio de nota, que o depósito é realizado após a conclusão da folha de pagamento dos servidores e reforçou que o movimento já estava ciente. Informa ainda que o pagamento será realizado nesta sexta-feira (9). E que, atendendo à reivindicação, os pagamentos serão realizados todo dia 30, a partir de agora.

Confira a nota na íntegra:

Representantes do Movimento ‘Luta por Moradia’ (comunidades Nova Liberdade, Mangabeira, Terra Prometida, Santa Maria, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão) foram recebidos nesta sexta-feira, 09, pela secretária adjunta da Inclusão e Assistência Social, Rosely Bispo, e equipe gestora. Eles reivindicaram o atraso do pagamento do Aluguel Social e definição para data fixa.

Durante a reunião, a Seidh informou que o depósito é realizado após a conclusão da folha de pagamento dos servidores e reforçou que o Movimento já estava ciente. A Secretaria da Fazenda (Sefaz) fará o depósito nesta sexta-feira (pagamento já previsionado). Atendendo às reivindicações, o pagamento do Aluguel Social será pago todo dia 30.

A gestão explicou, também, que podem existir casos isolados de atrasos porque alguns beneficiários ainda não apresentaram a documentação necessária para o processo de cadastro e pagamento. A Seidh esclareceu que a Lei Estadual do Aluguel Social está encerrando o exercício de 2018 e o Governo do Estado já realiza os trâmites para a renovação.

Uma nova reunião entre os manifestantes e gestores da Casa Civil, Seinfra (responsável pela Política Estadual de Habitação Social) e Sefaz ficou acordada para acontecer nesta sexta-feira, às 15 horas, no Palácio dos Despachos.

Na última segunda-feira, 05 de novembro, os manifestantes estiveram reunidos com o secretário chefe da Casa Civil, José Carlos Felizola. Na terça, 06, eles se reuniram com a secretária de Estado da Inclusão, Mitzy Matos.

* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araújo.

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