Garoto de 9 anos do Paraná tenta negociar casa em Sergipe por aplicativo
Por uma casa melhor, o menino pegou o celular da mãe e ofereceu pagar R$ 50 por mês
Cotidiano | Por F5 News* 26/09/2020 17h21 - Atualizado em 27/09/2020 19h20

A atitude inocente de uma criança tem gerado repercussão e causado comoção na internet. O menino, João Bernardo, de 9 anos, morador de Maringá (PR), pegou o celular da mãe e tentou negociar para sua família uma casa localizada em Sergipe, no valor de R$ 110 mil, através de um aplicativo de compra e venda.

Em mensagens com o dono do imóvel, o garoto oferece pagar o valor com parcelas de R$ 50. "Queria comprar a casa, mas não tenho tanto dinheiro. Então pensei: e se eu te desse R$ 50 por mês até juntar R$ 110 mil? É que gostaria de morar eu, minha mãe e meu irmão porque a nossa casa é muito pequena", escreveu o garoto nas mensagens.

Demonstrando também preocupação com a segurança do cachorro da família, ele afirma que o pet sai de casa às vezes e o lugar onde moram é movimentado. "E minha mãe sempre tem que pagar o aluguel sem poder gastar muito dinheiro. Porque o aluguel é muito caro", complementa.

Mas, o vendedor do anúncio nega a oferta de pagamento. Mesmo assim, o menino mostra compreensão e pede desculpas pelo incômodo. "Está bem. Acho que não vai dar mesmo para ir, porque a casa é em Sergipe e eu moro em Maringá", responde o garoto.

Os prints da conversa foram publicados pela mãe do garoto, Daiane Campiolo, em sua rede social no dia 8 de setembro, mas viralizou esta semana. O post já tem 3,3 mil reações e mais de 5 mil compartilhamentos em uma rede social, além de vários comentários de elogios à criança devido à escrita e compreensão apesar do pedido negado.

Em entrevista ao UOL, Daiana disse que quando viu as mensagens compartilhadas respondeu ao vendedor pedindo desculpas e esclarecendo que era o filho no chat. Ela conta que estava lavando a louça quando João falou a ela que precisaria ganhar na Mega-Sena, pois tinha visto uma casa por R$ 110 mil.

"Na hora, não liguei muito. Depois de um tempo, o João chegou comigo e disse que havia mandado mensagem para o vendedor. Me assustei, peguei o celular e informei que era uma criança. O vendedor poderia até pensar que seria um adulto menosprezando a casa com essa oferta", lembra.

Daiana afirma que o filho aprendeu a mexer no aplicativo depois que decidiu se desfazer de um jogo de videogame. Ela conta ainda que, desde a morte do pai, em maio de 2019, o garoto passa por tratamento psicológico e começou a se preocupar com o aluguel da casa. "Há tempos o meu filho tem essa preocupação comigo porque o pai dele faleceu. Ficou com esse negócio de querer se preocupar se vou conseguir pagar o aluguel, mas não sou muito de ficar reclamando, mas mesmo assim sente como um protetor de mim", comentou a mãe, ao UOL, relatando ainda que o garoto ficou feliz ao saber da repercussão.

 

*Com informações do UOL

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