Março e abril deverão registrar o maior pico de covid em Sergipe, aponta UFS | F5 News - Sergipe Atualizado

Saúde
Março e abril deverão registrar o maior pico de covid em Sergipe, aponta UFS
Aumento pela procura de leitos deve ocorrer na semana entre os dias 2 e 9 de abril
Cotidiano | Por Laís de Melo 17/01/2022 15h00

Os casos confirmados de covid-19 em Sergipe subiram 18,4% nos primeiros 15 dias de janeiro, conforme levantamento feito pela Força Tarefa da Universidade Federal de Sergipe (UFS), se mantendo como um dos estados com casos em alta. De acordo com a projeção realizada pela equipe, março e abril deverão ser os piores meses em termos de casos positivos e de potenciais óbitos pela doença em Sergipe. 

Por outro lado, a média de mortes e internações por complicações de covid-19 em Sergipe se mantém estável até o momento, com uma ou nenhuma morte por dia desde setembro de 2021. No entanto, conforme a Força Tarefa avalia, o aumento de óbitos deverá acontecer a partir do dia 9 de março, com o pico a partir de 9 de abril. 

A ocupação dos leitos hospitalares também sofrerá um grande impacto, com pico a partir de 2 de abril, com mais de 750 leitos ocupados, prevê a Força Tarefa. Além disso, os casos diários da variante Ômicron poderão chegar a até cerca de três mil por dia, a partir de 14 de março. 

Conforme o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), até este domingo (16), 315 novos casos de covid-19 foram confirmados, e um óbito. O número de internamentos já chega a 39, sendo 19 na rede pública e 20 na rede privada. 

De acordo com a Força Tarefa, para evitar um colapso no sistema público de Saúde, é necessário acelerar a vacinação da terceira dose, e buscar as pessoas faltantes, aquelas que não foram imunizadas sequer com a primeira dose. Ainda segundo dados divulgados pela SES, 77,35% dos sergipanos receberam a 1ª aplicação do imunizante contra covid-19. 

“A variante Ômicron e a H3N2 causam aumento de casos que vão sobrecarregar o sistema de saúde”, reforça a UFS.

Outra sugestão é aumentar o mapeamento e rastreio das cepas, ou seja, testar a população em massa, além de exigir o uso de máscaras do tipo PFF2 ou cirúrgica junto com máscara de pano.  “As projeções estatísticas descritas podem ser alteradas, se medidas imediatas foram tomadas, com reflexo em 14 dias após a ação”, destaca a Força Tarefa. 

A próxima reunião do Comitê Técnico Científico do Governo do Estado, do qual a Força Tarefa da UFS faz parte, será realizada no dia 27 deste mês, quando novas medidas restritivas poderão ser anunciadas, após análise do cenário da pandemia no estado. 

Edição de texto: Monica Pinto
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