Influenza
Vacina da gripe não deve ser aplicada junto com a da covid-19
Ministério da Saúde orienta que a vacinação contra o coronavírus seja priorizada
Cotidiano | Por Laís de Melo* 07/04/2021 13h00

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (vacina da gripe) está prevista para começar no próximo dia 12 em todo o Brasil. No entanto, um impasse surgiu diante do andamento do Plano Nacional de Imunização contra Covid-19 no país. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a ausência de estudos que comprovem a segurança da coadministração das vacinas impede que as duas doses sejam feitas ao mesmo tempo. Com isso, a vacina contra covid-19 deve ser priorizada.

Em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que seguirá todas as recomendações do Ministério da Saúde. Até o momento, o posicionamento do órgão nacional é que as pessoas a fazerem parte do grupo prioritário para a vacinação contra influenza, e que ainda não foram vacinadas contra a covid-19, devem priorizar a imunização contra o novo coronavírus e agendar a vacina contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas. 

O Ministério da Saúde alerta sobre a importância da imunização contra a gripe, que acontece todos os anos, sendo esta a 23° edição, para a proteção dos grupos mais vulneráveis às complicações e óbitos decorrentes da doença, além dos desafios ampliados pela circulação do vírus da covid-19, e por isso ela será mantida. 

A expectativa do órgão é vacinar cerca de 79 milhões de brasileiros, e a principal meta é imunizar 90% dos grupos prioritários. Ainda conforme o Ministério, a vacina da influenza é administrável com outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, e também com outros medicamentos, desde que aplicadas com seringas diferentes, em locais distintos no corpo. A exceção é somente com a vacina contra covid-19, pela ausência de estudos. 

Grupos prioritários da gripe contra Influenza 2021

Nessa campanha de vacinação contra a influenza, os grupos prioritários são crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

A vacinação será feita de forma escalonada – os grupos prioritários serão distribuídos em três etapas. Os municípios terão autonomia para definir as datas de mobilização (Dia D), conforme a realidade de cada região.

*Com informações do Ministério da Saúde

Edição de texto: Monica Pinto
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