Pandemia
“Vamos esperar o governo federal”, diz Belivaldo sobre vacina contra covid19
País deverá contar com 140 milhões de doses até o primeiro semestre de 2021
Cotidiano | Por Will Rodriguez 16/10/2020 13h45 - Atualizado em 16/10/2020 14h04

Diferente de outros estados da federação, Sergipe não deve celebrar acordos com países que estão produzindo possíveis vacinas contra o novo coronavírus para a disponibilização de doses no estado. A informação é do próprio governador Belivaldo Chagas (PSD), que decidiu aguardar as ações do governo federal em relação à imunização da população. 

Existem atualmente quatro vacinas em teste no país (veja abaixo), nenhuma em Sergipe. A distribuição de qualquer uma delas depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Belivaldo, as incertezas quanto à eficácia e protocolo de uma eventual vacinação o levaram a optar por aguardar uma sinalização do Ministério da Saúde. 

“O que esperamos é que o governo federal abra um termo de cooperação para que a gente possa aderir à vacinação. Não quis aderir a um protocolo nesse primeiro momento porque as informações são dispersas”, declarou o governador em entrevista à TV Sergipe. 

Belivaldo também informou que, na próxima semana, deve ocorrer uma reunião entre os governadores dos estados brasileiros e o Ministério da Saúde, cuja pauta está centrada justamente na vacina contra o coronavírus.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou nesta quinta-feira (15) que o governo federal está acompanhando as vacinas em teste contra a covid-19 e “não descarta nenhuma possibilidade”. 

Segundo ele, há previsão do governo de ter 100 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, começando com 15 milhões em janeiro, da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, e da possibilidade de acesso a mais 40 milhões de doses de vacinas vindas da iniciativa global Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Juntas, as duas aquisições devem resultar em 140 milhões de doses no primeiro semestre do ano que vem.

“Estamos aderindo a qualquer iniciativa de desenvolvimento de vacinas que nos ofereça segurança, eficácia na imunogenicidade, que fique pronta num prazo mais curto, tenha produção em escala e quantidade para imunizar a população brasileira e ser inserida no Programa Nacional de Imunizações, além de ter um preço acessível. Não descartamos nenhuma possibilidade. Estamos com foco principalmente naquelas que estão na terceira fase dos testes”, disse Élcio em entrevista coletiva. 
 

Edição de texto: Monica Pinto
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