Banese em Ação fomenta empreendedorismo rural em Malhador
Seagri, Emdagro e Cohidro levam capacitação e assistência técnica rural
Economia 15/05/2019 18:15 - Atualizado em 15/05/2019 18:36

O agricultor Antônio Francisco de Menezes e o comerciante Everaldo dos Santos atenderam o chamado do Banco do Estado de Sergipe e foram procurar informações de como incrementar seus negócios na primeira edição do ‘Banese em Ação’, realizado na segunda-feira, 13, em Malhador. Com a participação de diversos órgãos e instituições, o evento visa aproximar serviços diversos dos municípios sergipanos, simplificando a vida da população que vive nas cidades do interior. A próxima parada do programa está prevista para acontecer em N. Sra. da Glória, dentro em breve.

Para assegurar que os empreendimentos tenham sucesso a partir da oferta de crédito, o Banese convidou parceiros com expertise em capacitação e assistência técnica voltada para o empreendedorismo rural e o agronegócio. Em Malhador, o evento contou com a participação da secretaria de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e suas empresas vinculadas Emdagro e Cohidro; do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da Prefeitura do município.

Durante a abertura do projeto, a diretora de Crédito e Serviços do Banese, Olga Carvalhaes, falou da expectativa da instituição financeira do estado, com essa iniciativa. “Fiquei feliz quando soube que Malhador seria a primeira cidade a receber o Banese em Ação, pois aqui o agronegócio tem demonstrado força com as culturas do inhame, banana, batata doce e com potencial para outros negócios. Nosso desejo é poder proporcionar ao público desse município um dia especial com orientação de negócios, ofertas de crédito e serviços diferenciados”, acentuou a diretora.

O gerente de área de Crédito de Desenvolvimento, Bruno Santiago, detalhou que Banese tem duas linhas de crédito que servem bem à realidade dos municípios sergipanos. “Nós temos o Custeio Agrícola, que os produtores podem investir nas principais culturas da região, como banana e inhame, ou mesmo na aquisição de sementes e adubo. Temos também outra linha, que é o Microcrédito, com valores de vão de R$ 500 a R$ 15 mil para fomentar a modernização de um empreendimento, por exemplo”, detalhou Bruno.

Pensando na possibilidade de investir em outro negócio, o produtor do povoado Santo Isidoro, Antônio Francisco de Menezes, procurou o ‘Banese em Ação’. Ele planta mandioca, inhame e batata doce e pretende investir na criação de galinha de capoeira. “Tenho um plantio de mandioca que está rendendo R$ 300 a tonelada. Mas boa de preço mesmo é a batata doce. Estamos vendendo a R$ 2 mil a tonelada, sem contar que enquanto o inhame leva de 10 a 12 meses para ficar bom, a batata já pode ser vendida com quatro meses - e vende bem. É por isso que aqui em Malhador, da Palmeira até o Alecrim, só se vê batata doce. Mas agora eu quero mesmo é investir em uma coisa que poucos têm aqui: a galinha de capoeira. Quero ver como fica com esse projeto do Banese”, disse o produtor.

Já a feirante Everalda dos Santos procurou os serviços para montar sua barraca na sede do município. “Já sou feirante há mais de 30 anos. Levo frutas e produtos de tapioca para vender nas feiras de Aracaju, mas os custos com transporte e aluguel da barraca estão altos, quase não sobra um dinheirinho. Fiquei sabendo que a prefeitura vai reformar o mercado, então estou aqui para me cadastrar e formar meu comércio aqui no município, para diminuir os custos”, falou esperançosa Everalda.

Para o técnico da Seagri, Hugo Carlos, exemplos como esses demonstram a importância da presença do governo e dos parceiros no interior. “Não tenho dúvidas de que o ‘Banese em Ação’ vai fomentar mais ainda o desenvolvimento dos municípios. A Seagri e as empresas vinculadas fazem um trabalho permanente de assistência técnica, elaboração de projetos, gestão de perímetros, mas estamos abertos para discutir novas demandas, novos projetos para o setor do agronegócio”, disse Hugo.

Segundo Saymo Fontes, a contribuição do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) é promover ações com foco em desenvolver o campo, por meio do conhecimento. “Nós temos uma linha de formação profissional rural bem diversificada, a exemplo de segurança e operação de máquinas agrícolas, aplicação segura de agrotóxicos, ou qualquer outra demanda ligada à realidade local. Estamos aqui para dizer ao produtor que temos a oferecer estes serviços de forma gratuita, bastando que, para isso, seja feita a solicitação pela prefeitura ou pelo sindicato dos trabalhadores rurais”, explicou.

Especialista na área de gestão, o Sebrae esteve presente com uma oferta de serviços que envolvem a conscientização do produtor rural de que sua propriedade é um negócio. “A gente oferece toda parte de capacitação financeira, gestão de negócios e orientações para certificação de orgânico. Também temos o programa Sebraetec, com foco em inovação e tecnologia, a exemplo da implementação da energia solar e melhoramento genético, ou seja, ações que ajudam a alavancar a produção e ter mais competitividade quando chegar ao mercado”, explicou Adriana Oliveira, representante da instituição.

Fonte: Seagri

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