Primeira refinaria privada do país deve ser construída em Sergipe
Investimento estimado em US$ 700 milhões é da empresa Noxis Energy 
Economia | Por F5 News* 11/02/2020 11h51

A companhia brasileira Noxis Energy planeja construir a primeira refinaria privada do país em Sergipe. A construção, na região portuária da Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju, deve ser feita depois de mais de 50 anos e a expectativa é de sair do papel ainda em 2020, movimentando 2,8 milhões de toneladas de petróleo e combustível por ano.

Com investimentos estimados em 700 milhões de dólares, a unidade terá capacidade prevista para processar 35 mil barris/dia de petróleo, em uma área de 500 mil metros quadrados - sendo 350 mil metros quadrados de área útil contratada junto à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). Sua localização é considerada estratégica tanto para receber o petróleo, quanto para fornecer o combustível. 

Ao Valor Econômico, o presidente executivo da Noxis, Gabriel Debellian, informou que o plano estratégico da empresa é produzir e fornecer principalmente óleo combustível utilizado por navios, conhecido como bunker, com baixo teor de enxofre. A exigência para o uso do bunker menos poluente pelas embarcações, estipulada pela Organização Marítima Internacional, entrou em vigor este ano. Além do bunker, a refinaria também produzirá diesel marítimo e nafta.

A licença ambiental prévia para a implantação da refinaria de pequeno porte em Sergipe foi obtida em janeiro. Com o empreendimento, a recém-criada companhia busca agora fundos de investimentos interessados em aportar recursos no projeto em troca de uma participação na sociedade e mantém conversas com três grupos de engenharia brasileiros para fechar o contrato que inclui construção, montagem e compra dos equipamentos.

Segundo Gabriel Debellian, a empresa também está em negociação com a multinacional americana Fluor para o desenvolvimento do projeto e a construção dos módulos; e com a Siemens para o fornecimento dos equipamentos para que a refinaria seja integralmente informatizada. Uma carta de intenções também foi assinada com a Petrochina para adquirir petróleo por um período de dez anos; e com a trading multinacional dinamarquesa Bunker One para fornecer o combustível marítimo pelo mesmo período. A demanda da Bunker One responderia por cerca de 50% da capacidade de processamento da refinaria.

Conforme o Valor Econômico, Debellian explica ainda que as cartas assinadas com a Petrochina e a Bunker One são “bankable”, ou seja, podem ser consideradas para a contratação de uma linha de financiamento para a construção da refinaria.

Investimentos

A empresa busca a licença ambiental de instalação, que segundo o executivo, pode ser emitida em cerca de oito meses. Na etapa atual do empreendimento, a companhia deve investir entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões no detalhamento do projeto. Até o momento, já foram investidos aproximadamente US$ 3,5 milhões no projeto.

*Com informações do Valor Econômico

Foto: reprodução/Pixabay/ilustração

Edição de texto: Monica Pinto
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