Editorial
Sugestão para exercer o espírito natalino
Editorial | Por Monica Pinto 25/11/2018 07:30

Os finais de ano costumam nutrir sentimentos cuja expressão prática é basilar na trajetória evolutiva da espécie humana: amor, solidariedade e empatia. Embora muitas pessoas já tenham incorporado a suas rotinas ações diversas em favor do próximo, é sob impulso do chamado “espírito natalino” que grande parte da população se dedica com mais intensidade a observar as demandas alheias e, com isso, se estabelece uma grandiosa corrente do bem.

Crianças em orfanatos e abrigos recebem presentes, visitas festivas e uma atenção especial; o mesmo acontece com idosos em casas de repouso; até os hemocentros tendem a verificar uma frequência de doadores significativamente ampliada. Afinal, a muitos é interessante – a outros, fundamental – agradecer pelo transcurso de mais um ano, ainda que provavelmente todos tenham experimentado alguns percalços inerentes às respectivas caminhadas existenciais.

Nesse ímpeto, há exatos 29 anos, um grupo de funcionários dos Correios, sensibilizado pelo volume de cartinhas que chegavam endereçadas ao “Bom Velhinho” – muitas das quais pedindo itens singelos como um panetone -, se mobilizou e atendeu algumas crianças carentes. Foi o pontapé inicial para uma campanha posteriormente abraçada por toda a estatal, que, num esforço de logística, abriu as portas para que a população se agregasse a essa nobre causa – o que vem acontecendo desde então com inegável sucesso.

O “Papai Noel dos Correios” é um exemplo perfeito da força gerada pelo desejo de concretizar boas ações e da dimensão que esse propósito pode alcançar, havendo orientação sobre como cumpri-lo, na medida das possibilidades de cada interessado. Em Sergipe, as cartinhas começaram a ser disponibilizadas em algumas agências desde o dia 21 passado e o leitor pode se informar detalhadamente sobre endereços e prazos para a entrega dos presentes no blog da campanha. Uma só cartinha pode fazer grande diferença em uma infância, quiçá em uma vida, pense nisso.

Para tantas crianças beneficiárias desse instrumento de solidariedade, Papai Noel existe, sim – na pureza delas, como o velhinho de barba branca que a ninguém exclui; no mundo adulto, personificando o espírito natalino que deveria nos inspirar durante o ano inteiro.

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