“Um Quê de Negritude” lança DVD com teatro lotado | F5 News - Sergipe Atualizado

“Um Quê de Negritude” lança DVD com teatro lotado
Apresentação aconteceu no teatro Tobias Barreto
Entretenimento 10/11/2011 10h35


"Fizemos uma viagem pelos cinco anos de existência do projeto, que visa desenvolver atividades que exploram a diversidade da cultura negra no âmago de sua essência", disse a professora Clélia Ferreira Ramos, idealizadora do grupo Um Quê de Negritude, formado por alunos do Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Na noite desta quarta-feira (9), o teatro Tobias Barreto recebeu um excelente público para acompanhar o lançamento do DVD e a apresentação do espetáculo Retrospectivas.

Como sempre acontece nas exibições de Um Quê de Negritude, o espetáculo Retrospectivas foi marcado pelo senso profissional dos alunos da rede pública estadual, que se utilizaram de um vasto repertório musical, danças afro com lindas coreografias: um show perfeito, segundo as pessoas que presenciaram o espetáculo. "Em 2011, o grupo tem se mostrado cada vez mais solidificado em defender aspectos de uma cultura tão discriminada", disse a professora Clélia Ramos. Para ela, a questão racial parece um desafio do presente, mas tem sido permanente. "A educação escolar precisa assumir o seu papel para minimizar a desigualdade social no Brasil", ressaltou.

Segundo a idealizadora do projeto, conhecer a cultura negra e suas vertentes é mergulhar em um universo de características e nuances que são extremamente peculiares às origens afro. "Na parte de pesquisa e estudo, o projeto atua na discussão de temas como a história do negro no Brasil; a divisão,  fusão e reestruturação dos grupos africanos, os costumes, linguagem e vocabulário inerentes a essa cultura", disse a professora. Sobre o primeiro DVD do grupo, Clélia Ramos disse que seu lançamento  representa mais uma etapa da proposta de valorização.

Cidadania

"É também a afirmação das matrizes formadoras da nossa cidadania, em que o mais importante é a convivência como forma de manter as aparas da discriminação dentro do eu de cada um até que a maturação possa exterminar de uma vez o sentimento errôneo que permeou a nossa formação, reconhecendo que a igualdade estará presente no nosso dia a dia", ressaltou.  A professora lembra que o primeiro espetáculo do grupo "Batuques e Tambores o Canto da Senzala" ocorreu em 2007, no teatro Atheneu.

"O sucesso do grupo aumentou ainda mais a responsabilidade do alunado com o público que se formou, daí surgiu a necessidade de dinamizar mais as ações dos integrantes, levando-os a ampliar os horizontes através de visitas e apresentações na Bahia e em Sergipe", disse. Clélia Ramos lembrou também o segundo espetáculo do grupo "Um Canto de Fé, Um Sangue Guerreiro os Santos do Meu Navio Negreiro", que Aconteceu em 2008, no teatro Lourival Batista. Já o terceiro espetáculo "Gira - O Movimento da Aruanda" aconteceu em 2009, no teatro Atheneu.

Cultura Negra

No  ano passado, em 2010, o grupo apresentou no teatro Tobias Barreto "Yá: Mulher Negra, Mulher Guerreira".   Na ocasião, o grupo prestou  homenagem a grandes representantes da cultura negra no Brasil: Nã -Agôtimé, Mãe Nana e Marizete Lessa, mulheres que têm um legado de história e vivências com a cultura negra e que contribuíram para a afirmação religiosa e social do seu grupo étnico. "Vale ressaltar que o ápice de cada espetáculo é o dia da Consciência Negra", disse a professora. Para o sucesso do grupo, Clélia Ramos cita o apoio decisivo do Governo do Estado, por meio da SEED, da equipe diretiva do Atheneu Sergipense, dos alunos, dos pais, dos coordenadores e de vários colaboradores e parceiros.

Preconceito Racial

Para Joviniana Marcela, aluna do Atheneu Sergipense, o grupo Um Quê de Negritude orgulha Sergipe. "Esse espetáculo pode ser visto em qualquer parte do país. De forma séria e objetiva, eles retratam o preconceito racial, uma realidade que enfrentamos todos os dias", disse. Já Renata Emília dos Santos disse que o trabalho feito pela professora Clélia Ramos deve ser exaltado por todos os sergipanos. "É incrível a dedicação da professora. De forma didática, por meio da música e da dança, ela mostra os conflitos que vivemos neste país por causa do preconceito racial", ressaltou.

Pelo terceiro ano consecutivo Jully Evany acompanha de perto o grupo dos alunos do Colégio Atheneu Sergipense. "É um espetáculo lindo e merece ser visto por todos. O fato de resgatar a cultura negra e dizer à sociedade que somos todos iguais já merece os nossos parabéns. Para mim é o melhor grupo de Sergipe", opinou. Pela primeira vez o aluno Ícaro Tiago iria ver Um Quê de Negritude. "Estou curioso, mas tenho excelentes informações sobre o grupo. O trabalho deles é importante para acabar de vez com o preconceito racial existente em Sergipe e no Brasil", disse.

Grupo

Um Quê de Negritude é formado por 80 alunos, entre produção e bailarinos, do Colégio Estadual Atheneu Sergipense. O grupo tem como objetivo divulgar a cultura afro-brasileira através da dança e promover reflexões sobre o racismo e o preconceito racial na atualidade, levando os estudantes a reflexões diversificadas sobre o tema.

O projeto é uma ação interdisciplinar envolvendo professores de língua portuguesa, literatura, artes, história e geografia. O projeto dos alunos do Colégio Atheneu Sergipense entra em consonância com a lei 10.639/2003, que institui o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira em escolas da educação básica.

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