Prefeito de Lagarto acusado de querer fechar hospital de 109 anos | F5 News - Sergipe Atualizado

Prefeito de Lagarto acusado de querer fechar hospital de 109 anos
Denúncia está sendo feita pelo ex-deputado federal Sérgio Reis
Política 28/09/2011 09h14


Uma nova audiência foi realizada na tarde de ontem (27) para discutir a situação financeira do Hospital Nossa Senhora da Conceição de Lagarto, na região Centro-Sul de Sergipe. Dessa vez, a reunião aconteceu no Ministério Público do Trabalho (MPT) no município de Itabaiana e foi solicitada pelos funcionários daquela casa de saúde, que estão com três meses de salários atrasados.

Além dos trabalhadores, a audiência contou com as presenças do prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro (PSC)  e do ex-deputado federal Sérgio Reis, que faz um relato dos problemas enfrentados hoje pela instituição e os motivos da atual crise financeira. De acordo com ele, desde o primeiro semestre que a direção vem discutindo com o Ministério Público Estadual de Lagarto e o prefeito uma saída para o problema, mas a insensibilidade de Valmir Monteiro tem emperrado uma solução legal, fazendo com que a casa de saúde mantenha o atendimento para milhares de pacientes usuários do Sistema Único de Saúde.

Reis explica que o hospital está reivindicando em caráter de urgência o pagamento das parcelas dos serviços prestados nos meses de maio e junho (R$ 470 mil cada), tomando como base o contrato que venceu no dia 4 de maio e, mesmo com toda a vontade da direção em renová-lo, a prefeitura deixou que vencesse sem nenhuma explicação plausível para a sua decisão.

“Após essa medida do prefeito, o hospital começou a passar enormes dificuldades, mesmo assim mantivemos o mesmo padrão e a mesma quantidade de atendimentos. Numa audiência no Ministério Público, Valmir chegou a dizer que tinha o dinheiro, mas que não via base legal para fazer o pagamento. Foi quando nós dissemos que o município poderia pagar o hospital por indenização, já que o serviço foi prestado. A ideia foi bem recebida pelo Ministério Público, mas aí o prefeito passou a afirmar que só pagaria pela tabela do SUS e não mais pelo valor do contrato. Ou seja, ele deixou claro que sua questão com o hospital é pessoal”, acusa Sérgio Reis.

De maio a agosto, Valmir só pagou parte do mês de julho por produção, o que não deu nem para quitar a folha de pessoal, e mais R$ 214 mil de agosto. “Na audiência de ontem, ele voltou a contar inverdades para o promotor, questionando a qualidade do atendimento e da produção do hospital, mas como os funcionários estavam lá, desmentiram ele na hora e, como de costume, Valmir perdeu o controle e discutiu com os trabalhadores e a direção. Foi lamentável o que vimos ontem. Mais uma vez o prefeito não só se negou em pagar o valor do contrato, mas mostrou que seu maior projeto político é fechar o Hospital Nossa Senhora da Conceição, que no próximo dia 8 de dezembro completa 109 anos”, lamenta o diretor. 

“O prefeito disse bem claro que se o hospital quiser receber o que lhe é de direito que tem que ir à Justiça, mostrando-se insensível e despreocupado com a situação não só dos funcionários, mas da população carente de Lagarto que precisa dos serviços que hoje são oferecidos pela nossa instituição. Temos 68 leitos ociosos e, por descaso da prefeitura, muitos usuários são obrigados a se deslocar para Aracaju a fim de serem atendidos com serviços que nós oferecemos, pois o prefeito, por questões pessoais e políticas, prefere sufocar as clínicas e hospitais públicos da capital ao invés de garantir esse atendimento no próprio município”, completa Sérgio Reis.

Sérgio Reis lamenta que tudo isso esteja acontecendo em virtude do prefeito de Lagarto não estar cumprindo com seu papel de gestor, “que recebe os recursos específicos para a saúde, mas por picuinha política e pelo seu modo coronelista e visão tacanha de administração pública, não tem dado a assistência necessária à população.”

Ainda hoje pela manhã, os funcionários do hospital terão uma nova reunião com a direção para discutirem juntos as providências que serão tomadas diante da confirmação de Valmir Monteiro que não irá mais repassar os recursos para a instituição. “Já temos as ações jurídicas em andamento e o que a gente espera é que as autoridades do Judiciário e do Ministério Público façam valer o direito do cidadão de ter acesso ao atendimento de saúde digno e gratuito”, afirma Sérgio Reis.

Da Agência Empauta

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