Governo
Prefeitos e governadores terão mais R$ 6,1 bilhões de socorro fiscal
O dinheiro é parte dos R$ 16 bilhões de reparação dos Fundos de Participação
Política 30/07/2020 10h38

Estados e municípios terão acesso a mais R$ 6,1 bilhões de compensação às perdas orçamentárias. Os repasses deverão ser feitos até novembro deste ano. A decisão é da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A votação foi simbólica e foi feita por meio do sistema de deliberação remota do Senado. O PLV segue agora para sanção presidencial.

O dinheiro é resultado de uma Medida Provisória assinada pelo Governo Federal, em abril deste ano, destinando até R$ 16 bilhões à reparação das perdas relacionadas ao Fundo de Participação dos Municípios e ao Fundo de Participação dos Estados por conta da crise econômica reforçada pela pandemia da Covid-19.

O FPE e o FPM são algumas das principais fontes de recursos de prefeitos e governadores para a gestão pública. Dinheiro que pode ser usado em diversas áreas, como saúde, educação, investimentos públicos e outras. A desaceleração da economia acabou derrubando a arrecadação de impostos no País, provocando perdas aos entes federados.

Relatado pelo senador Cid Gomes (PDT-CE), a matéria calcula os repasses pela diferença entre a arrecadação dos impostos de Renda (IR) e sobre Produtos Industrializados (IPI) nos períodos de março a novembro de 2019 e de 2020. Pela Constituição, a União deve repassar mensalmente aos estados 21,5% do valor arrecadado com esses impostos (FPE) e 22,5 % aos municípios (FPM). Segundo o relatório de Cid Gomes, dos R$ 16 bilhões autorizados, R$ 9,86 bilhões já foram pagos.

A partir do mês de julho, o limite mensal para repasses será de até R$ 2,05 bilhões.

O relator no Senado manteve o texto aprovado pelos deputados, rejeitando emenda da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) que obrigava os entes federados a gastar o dinheiro no combate à pandemia. Segundo Cid Gomes, a Constituição autoriza que os recursos do FPE e FPM sejam gastos livremente e que isso é essencial para que os entes federados recuperem seu equilíbrio fiscal.

Cid Gomes afirmou que o restante dos recursos vão ajudar todos os 26 estados, o Distrito Federal e todos os 5.570 municípios — em especial estados e cidades das regiões Norte e Nordeste — que têm nos fundos constitucionais “receita fundamental para seus orçamentos”.

“São inegáveis a conveniência e a oportunidade da edição da MP 938/2020, sobretudo porque o combate à pandemia do novo coronavírus implica pesado ônus financeiro para os entes subnacionais. Compete à União, na condição de garantidora em última instância da própria Federação, evitar que os serviços públicos prestados pelos demais níveis de governo entrem em colapso. O fato é que a expectativa de uma rápida retomada da atividade econômica não se confirmou. Há, isto sim, um prolongamento das políticas de distanciamento social, com reflexos negativos sobre a saúde financeira dos entes subnacionais”, afirma Cid Gomes em seu relatório. 

Conduzindo a sessão remota deliberativa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, explicou que a previsão é que os estados receberão a mais, até novembro, entre R$ 2,6 e R$ 2,8 bilhões. Já o conjunto dos municípios terá a mais entre R$ 3,2 e R$ 3,4 bilhões. Montantes esses divididos de acordo com os critérios do FPM e do FPE, que incluem também o Distrito Federal.

 

*Com Agência Senado e Diário do Nordeste

 

 

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