Sindicalistas são presos acusados pela morte de Barriga
Atirador recebeu R$ 3 mil pela morte do líder do SOS Emprego
Cotidiano 23/02/2018 17:18 - Atualizado em 23/02/2018 17:31

Por Will Rodriguez

Três homens ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont/SE) estão entre as seis pessoas presas acusadas de envolvimento na morte do líder do SOS Emprego, Clodoaldo Melo, assassinado em dezembro do ano passado na porta de casa na Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju. O homem acusado de atirar contra Barriga, como a vítima era conhecida, disse ter recebido R$ 3 mil pelo crime, que teria sido articulado pelos dirigentes sindicais.

A delegada Tereza Simony, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), informou na tarde desta sexta-feira (23), que uma das sete pessoas presas durante a operação não possui envolvimento com o assassinato de Clodoaldo, mas permanece detida por tráfico de drogas.

Os demais presos foram identificados pela Polícia como André Silva Santana, presidente do Sindimont/SE; Jailton Paulino Bispo, Leandro Costa Alves, dirigentes do Sindimont/SE; César Júlio Santos, apontado como atirador, Ricardo Monteiro dos Santos, condutor da moto usada na ação criminosa e Sidney Santos de Oliveira.

A delegada disse que nos interrogatórios um dos presos confessou a participação no crime e disse ter ido duas vezes à casa de Clodoaldo no dia da execução, 14 de dezembro, “com o pretexto de entregar um currículo”.

Segundo Tereza, o acusado de atirar na vítima ficou calado durante as oitivas, já André Santana atribuiu aos outros dois sindicalistas a articulação do homicídio, o que não foi confirmado por eles.

“André Santana relatou que Jailton e Leandro temiam que o movimento SOS Emprego crescesse e eles perdessem espaço, mas há ainda uma versão de que o Sindicato estava incomodado com a atuação do SOS que nada cobrava pelo recrutamento de trabalhadores locais”, detalhou a delegada, que continuará as investigações com intuito de elucidar a motivação do crime.

Os seis acusados estão presos provisoriamente, mas a diretora do Departamento de Homicídios, confirmou que deve pedir a prisão preventiva deles. 

F5 News tentou ouvir representantes do Sidmont/SE, mas ninguém foi localizado na sede do Sindicato em Aracaju. O Portal permanece à disposição através do telefone 79 3218-8379. 

 

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