Augusto Bezerra e Gustinho Ribeiro são ouvidos pelo Deotap
Política 16/03/2018 16:45 - Atualizado em 16/03/2018 17:00

Por F5 News

Os deputados estaduais Gustinho Ribeiro (PSD) e Augusto Bezerra (PHS) foram ouvidos na manhã desta sexta-feira (16), pela delegada Thais Lemos, diretora do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), que investiga o suposto desvio de verbas de subvenção social da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese).

No começo do mês Augusto Bezerra foi chamado na sede do Deotap para prestar esclarecimentos sobre a distribuição de mais de R$ 1 milhão em verbas de subvenção para o Instituto Laurear. A defesa informou que ele não havia sido notificado, mas com prerrogativa de ser parlamentar poderia escolher o local e a hora para a oitiva. Por esse motivo, o depoimento foi colhido no gabinete do parlamentar na Alese.

Segundo o inquérito, entre os anos de 2012 e 2013, o Instituto Laurear recebeu mais de R$ 2 milhões em verbas de subvenção. Cerca de R$ 1,4 milhão do deputado Augusto Bezerra; R$ 1 milhão, por indicação de Paulinho da Varzinhas e R$ 40 mil de Gustinho Ribeiro.

A equipe do Deotap não falou com a imprensa e teve acesso aos gabinetes dos parlamentares por uma entrada privativa.

Augusto Bezerra

Na saída, apenas o advogado Aurélio Belém, que defende Augusto Bezerra, falou com a imprensa. De acordo com a investigação, o deputado teria destinado verbas para o Instituto Laurear, mas também teria usado em benefício próprio, como a utilização de um cheque no valor de R$ 35.700 que teria sido dado como sinal na compra de uma casa de praia. Outros saques teriam sido realizados por assessores do parlamentar.

Segundo Belém, o deputado respondeu a todas as perguntas feitas pela delegada e a defesa está tranquila em relação ao julgamento. “Ele poderia exercer o direito de silêncio, mas não exerceu, esclareceu todos os fatos e agora é aguardar o fechamento do inquérito e o  envio dele ao Tribunal de Justiça e nós iremos com tranquilidade apresentar a defesa”, disse.

Sobre o conteúdo do interrogatório, Belém disse que foi perguntado sobre a compra da casa, sobre os cheques e saques. Ele esclareceu que nenhum dinheiro oriundo do Instituto transitou pela conta do parlamentar e que a casa ainda não foi paga, e a questão foi judicializada. “A casa não foi paga, a dívida dessa casa é objeto de uma discussão judicial da empresa que vendeu com o deputado”, afirmou.

O advogado disse ainda que a verba destinada ao Instituto foi usada em cursos de formação para mais de 1200 pessoas, tudo devidamente comprovado. “É bom que se diga que há uma prestação de contas, ou seja, o Instituto só poderia receber a segunda verba tendo prestado contas da primeira. Se ele recebeu a segunda é porque na primeira foi tudo bem”, disse.

De acordo com Belém, o inquérito está em fase final, faltando ouvir apenas o depoimento do deputado Paulinho das Varzinhas (PT do B).

Julgamento Amanova

Aurélio Belém disse ainda que o julgamento no caso da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Nova Veneza (Amanova), também no âmbito das subvenções, está marcado para o dia 11 de abril e que a defesa espera a absolvição  dos parlamentares.

“Estamos plenamente convencidos, as provas estão no processo. São mais de 100 páginas  das alegações finais, explicando que não há qualquer crime cometido pelos parlamentares, e vamos sustentar isso na defesa”, disse.

 

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