Pandemia trouxe novos desafios para os gestores
Webinar apresenta sugestões de comportamentos para gestores neste momento
Blogs e Colunas | Diego da Costa 25/06/2020 11h46 - Atualizado em 26/06/2020 14h48

A pandemia da Covid-19 trouxe grandes desafios, com reflexos não apenas na saúde, mas em todos os setores da sociedade. Para as organizações, os efeitos da crise ainda não podem ser mensurados e é pouco provável que as coisas voltem ao que eram antes. Precisamos nos adaptar ao novo normal.

Contudo, não podemos negar que essa pandemia trouxe, junto com a crise, muitos reflexos para as organizações. O distanciamento social impôs um novo jeito de gerenciar recursos humanos e exigiu habilidades e competências profissionais dos gestores. Gerenciar equipes remotas requer comunicação assertiva e empenho de todos. Foi, com certeza, um grande aprendizado.

O fim do período de isolamento, quando ocorrer, nos colocará diante de novos e desconhecidos desafios. Que cuidados devemos ter, como garantir a segurança dos colaboradores e como colocar em prática a empatia? Muitos profissionais estão com receio dessa volta ao presencial, seja pelo temor de serem contaminados pelo coronavírus ou pelas ameaças de desligamento causadas pelas crise econômica que a pandemia trouxe.

Esse medo é generalizado, mas a possibilidade de uma demissão é uma variável incontrolável. Os colaboradores também precisam se reinventar, buscar a automotivação e buscar ser mais produtivo. Quanto aos gestores, é salutar saber ouvir a equipe e procurar perceber quem está ou não apto - mental e fisicamente - para retornar com confiança ao trabalho presencial. Sou defensor do diálogo.

Dessa forma, transcrevo neste espaço o debate de que participei no dia 19 passado pelo canal CFA play no YouTube:

No ADM Webinar, especialistas foram unânimes: comunicação eficaz é essencial. Retorno ao trabalho pode trazer medos e angústias, mas um olhar mais humano para as equipes fará toda a diferença

A pandemia da Covid-19 trouxe muitos desafios para as organizações. Algumas precisaram paralisar suas operações e outras colocaram os funcionários em home office. De uma hora para a outra, a residência virou escritório de trabalho para milhares de trabalhadores. Ninguém teve tempo para se organizar dentro da nova realidade: ela chegou como um tsunami e impôs uma rotina excepcional, que tem exigido habilidades de colaboradores e gestores. Afinal, como gerenciar essas equipes durante e após a crise?

Essa e outras perguntas foram respondidas no ADM Webinar que o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou nesta sexta-feira, 19 de junho. O evento contou com a participação do administrador e professor da Universidade Federal da Bahia Adriano Peixoto; da especialista em Liderança e Gestão Estratégica de Pessoas Grasielle Abrantes; e do diretor de Desenvolvimento Institucional do CFA, Diego da Costa, autor desta coluna. O debate foi mediado pela jornalista Elisa Ventura.

O debate começou com a observação de Grasielle sobre a atual situação que a pandemia trouxe. Para ela, essa realidade “não é uma sentença e sim o ponto de partida”. “Estamos diante de um fato novo, precisamos calibrar e saber qual ponto precisa ser melhorado e buscar diálogo com a equipe”, comentou.

De acordo com Diego, a maioria das empresas tem problemas de comunicação. “É preciso desenvolver uma mente assertiva e criar novos objetivos”, afirmou o diretor do CFA.

Segundo Adriano, as pessoas ficaram perplexas quando o isolamento começou. O cenário de incertezas em torno da doença repercutiu no contexto organizacional, trazendo muito medo. “Não sabemos como reagir, pois não temos todas informações necessárias para tomar decisões. O que fazer? A maioria dos gestores ficou perdida porque não sabia o que fazer em termos práticos e como agir diante da equipe”, ressaltou.

O professor disse ainda que, antes da crise, os gestores já não sabiam como lidar com aspectos psicológicos da equipe. “Se não sabíamos fazer isso antes, não vai ser agora”, alertou. Com relação ao trabalho, Adriano comentou que a pandemia provocou um grande experimento social. “As empresas passaram a perceber o que é ou não possível fazer”, afirmou.

Com a flexibilização do distanciamento social e o retorno ao trabalho presencial, os gestores terão um desafio: como lidar com a pressão para voltar à organização, com tantos medos? “A gente não sabe como lidar. Profissionais que retornarão às suas atividades mas não terão com quem deixar os filhos, por exemplo”, citou o professor, pontuando que esta geração viverá com estresse pós traumático. “Como estar de volta ao trabalho, como interagir com os colegas sem medo de pegar doença?”, questionou.

Esse medo é generalizado, segundo Diego. O receio aumenta com a possibilidade de uma demissão, mas o diretor do CFA reforça que esta é uma “variável incontrolável”. “A motivação é muito importante. Procure ser mais produtivo para fugir de um possível desligamento”, sugeriu.

Contudo, para Adriano, o medo do colaborador não é se “ele será ou não demitido, mas é a forma ele será tratado”. “Muitas organizações têm um discurso de que as pessoas são importantes, mas não as tratam com o respeito que elas merecem”, afirmou. Ele aponta ainda que, nessa situação, o gestor de pessoas assume um papel delicado. Por ser o intermediário na relação entre colaboradores e a alta direção, muita vezes ele só poderá ouvir gestores olharem para as próprias competências emocionais. “É preciso olhar para a gente e perceber nossos limites, ter resiliência. Qual é a minha inabilidade emocional que pode trazer, lá na frente, uma falha da comunicação? Qual é a minha competência que conecta comigo e com o outro? Se não for assim, dificilmente esse gestor será um catalisador da mudança”, pontuou.

Durante o webinar, os participantes responderam os comentários e as perguntas do público. Muitas delas eram a respeito do home office e a volta às atividades presenciais. Diego ressaltou a importância de o gestor saber quem quer ou não retornar ao trabalho presencial na organização. “Sou defensor do diálogo”, justificou.

Adriano complementou afirmando que o gestor precisa levar em conta a natureza do trabalho e o perfil do colaborador. “Há pessoas que têm capacidade de trabalhar em home office, mas tem outros que não conseguem.”, explicou.

Matéria escrita pela jornalista Ana Graciele Gonçalves – Assessoria de Comunicação do CFA

Para assistir o webinar completo clique aqui 

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Diego da Costa é Administrador, CRA-SE 203501, Especialista em Marketing, MBA em Gerenciamento de Projetos, Líder Coach Psicopositivo, Coach ISOR, Conselheiro Federal de Administração representando Sergipe, Diretor de Tecnologia do Sergipe Parque Tecnológico, Associado fundador do Rotary Club de Aracaju Nova Geração, fundador do Conselho de Jovens Empreendedores de Sergipe, Consultor e Mentor.

E-mail: diego.costa@crase.org.br

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