Recife
Sarí Côrte Real, ex-patroa acusada no caso Miguel, presta depoimento
Mãe do garoto entra em delegacia para falar com Sarí: 'Não vi arrependimento'
Brasil e Mundo 29/06/2020 15h53

Vinte e oito dias após a morte de Miguel Otávio, 5 anos, ocorrida em 2 de junho, a primeira-dama de Tamandaré, Sarí Côrte Real, prestou depoimento, na manhã desta segunda-feira (29), na Delegacia de Santo Amaro, no Recife. Sarí é suspeita de homicídio culposo porque estava com a guarda temporária do menino, filho da trabalhadora doméstica Mirtes Renata, no dia morte da criança. No dia da tragédia, Mirtes estava de serviço da casa de Sarí e deixou o filho aos cuidados da mulher enquanto levava os cachorros da empregadora para passear.

O delegado responsável pelo caso, Ramon Teixeira, abriu a delegacia às 6h, duas horas antes do expediente oficial, para ouvir Sarí. A mãe de Miguel também foi à delegacia após descobrir que a ex-patroa está prestando depoimento. Ela permaneceu na frente da seccional segurando um retrato de Miguel e entrou na delegacia para falar com Sarí Côrte Real.

Foi a primeira vez que as duas conversaram desde a tragédia, ocorrida há 28 dias. "Ela disse na minha cara que não apertou o botão. Não foi só eu que vi, todo mundo viu. Ela mentiu na minha cara friamente", disse Mirtes, ao sair. O prédio da delegacia foi cercado por moradores do entorno, que se juntaram à família de Miguel para protestar por justiça.

Dona Marta Souza, avó de Miguel, também entrou no prédio. A Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia foi acionada para isolar a fachada durante a saída de Sarí, que esteve acompanhada pelo marido Sérgio Hacker Corte Real, prefeito de Tamandaré.

"Eu escutei absurdos da boca dela. Ela é fria e calculista. Ela não tem arrepedimento nenhum. A cara dela mostra isso. Ele só disse que sentia muito pela perda de Miguel", continuou Mirtes, ao ser abordada pela imprensa. "Ela disse que não tínhamos obrigação de cuidar dos filhos dela. A gente só cuidava porque de manhã ela tinha que correr, depois tinha que ir ao salão, academia, shopping. O povo não parava em casa. [...] Não tenho nenhum problema com o marido dela ou os filhos dela. Não tenho nada contra a família. Foi ela que tirou a vida do meu filho. Quem errou comigo foi ela", ressaltou.

Como Sarí estava com a "guarda momentânea da criança", ela foi parcialmente culpada pelo acidente, caso previsto no Art. 13 do Código penal, que trata de ação culposa, por causa do não cumprimento da obrigação de cuidado, vigilância ou proteção. Após ser presa em flagrante, pagou uma fiança de R$ 20 mil e foi liberada. Ela está sendo investigada por homicídio culposo, onde não caberia intenção de causar a morte da vítima.

As informações são do Diário de Pernambuco 

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