Sequestrador estava em surto psicótico e ameaçou incendiar o ônibus
Governador do Rio considerou um sucesso a operação que terminou com a morte do jovem
Brasil e Mundo | Por Agência Brasil 20/08/2019 18h56 - Atualizado em 20/08/2019 19h04

O jovem Willian Augusto da Silva, de 20 anos, estava em surto psicótico hoje (20) quando sequestrou um ônibus na Ponte Rio-Niterói, permanecendo por três horas e meia com 37 reféns parados na altura do vão central, na pista sentido Rio.

O governador do estado, Wilson Witzel, que concedeu coletiva à imprensa no início da tarde, considerou um sucesso a operação que terminou com a morte de Willian.

“Tivemos que usar atiradores de elite para neutralizar um homem que ameaçava dezenas de vidas. Eu estive no local, subi no ônibus e vi que havia um cheiro forte de gasolina. Ele pendurou no teto do ônibus garrafas PET cortadas com gasolina e tinha um isqueiro na mão quando foi abatido. Durante a negociação ele demonstrou uma perturbação mental e disse que queria parar o estado. Vamos ouvir os reféns e familiares para entender o que levou ele a praticar este ato."

Segundo o comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), tenente-coronel Maurílio Nunes, que foi o responsável pela ação, as negociações por telefone não avançaram e a psicóloga presente no local identificou em William um perfil psicótico, o que, segundo ele, levou a polícia a iniciar a “negociação tática” que culminou nos disparos fatais. “No contato, ele alegou que queria se matar, iria se atirar da ponte, estava difícil manter a negociação, ele saiu do ônibus e apontou a arma para uma vítima. Sempre tomamos por princípio que a arma era real. O ônibus estava engatilhado, com garrafas PET com gasolina penduradas e ele tinha um isqueiro, então a ameaça era real. A negociação passou para tática, comandada por mim."

Por motivo de sigilo no inquérito, Nunes não revelou quantos atiradores participaram da ação nem quantos tiros foram disparados. “Foram disparados os tiros necessários para ele parar. Ele também tinha uma faca e uma arma de choque”, informou o tenente-coronel.

O sequestrador foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, mas não há informações se ele chegou com vida ou já morto à unidade de saúde. A Polícia Civil assumiu a ocorrência e a Delegacia de Homicídios da capital será a responsável por conduzir o inquérito, que está em sigilo.

Na coletiva, o governador Witzel voltou a defender que pessoas portando fuzis possam ser abatidas por atiradores de elite e informou que vai provocar o Supremo Tribunal Federal para que seja dado um entendimento jurídico nesse sentido.

“Eu quero extrair o entendimento de que quem porta fuzil é ameaça iminente, não podemos esperar ele atirar primeiro. A sociedade precisa tomar essa decisão, vamos provocar o STF para ter esse entendimento jurisdicional. Se esse de hoje pode ser abatido, porque não quem está com um fuzil?", questionou o governador.

William não tinha antecedentes criminais e parentes relataram que ele estava em surto psicótico há três dias. A arma encontrada com ele era um simulacro, ou seja, de brinquedo.

Mais Notícias de Brasil e Mundo
Foto: Warley de Andrade/ TV Brasil
23/02/2020  11h10 Coronavírus: grupo em quarentena em Anápolis será liberado neste domingo
Últimos exames em repatriados da China deram negativo para a doença
Foto: Débora Brito
22/02/2020  18h46 Capes divulga na próxima semana bolsas para mestrado e doutorado
Não são novas bolsas, mas as existentes que serão redistribuídas aos alunos
Trabalho infantil aumenta 38% durante o carnaval; saiba como denunciar
22/02/2020  18h32 Trabalho infantil aumenta 38% durante o carnaval; saiba como denunciar
Em 2019 foram registradas 129 denúncias contra esse tipo de trabalho
Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil
22/02/2020  11h48 EUA encerram embargo a carne bovina in natura do Brasil
Anúncio foi feito pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina no Twitter
2ª Guerra: histórica tomada de Monte Castello completa 75 anos
21/02/2020  06h01 2ª Guerra: histórica tomada de Monte Castello completa 75 anos
Além do poder bélico alemão, o inverno foi adversário do Brasil