Entidades empresariais cobram ajuste fiscal e reforma da Previdência
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 11/10/2018 15:11

Definido o segundo turno da eleição presidencial, entidades que representam diferentes setores da economia avaliam que os dois candidatos mais votados precisam tornar suas propostas mais claras, informação de O Globo. Há dúvidas, por exemplo, sobre como vão conduzir o ajuste fiscal ou como vão levar à frente a reforma da Previdência, considerada essencial para reduzir os gastos públicos. Algumas dessas entidades pretendem se reunir com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), ou com seus assessores econômicos, para entender melhor os detalhes de seus programas de governo. A Associação Brasileira da Indústria da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) quer marcar um encontro com os próprios candidatos ou mesmo com representantes de ambos para esmiuçar os detalhes de cada proposta. A Abdib é apartidária e não declarou apoio a nenhum deles, mas entregou uma agenda a ambos com sugestões para aumentar o investimento privado em infraestrutura. Para José Velloso, presidente executivo da Abimaq, que reúne empresas do setor de máquinas e bens de capital, falta clareza tanto nas propostas de Haddad quanto nas de Bolsonaro. A prioridade, na opinião de Velloso, é equacionar o desequilíbrio fiscal, o que está ligado a uma reforma da Previdência.

Seguro-desemprego precisará passar por ajustes

Embora tenham estacionado nos últimos três anos, as despesas com seguro-desemprego ainda pesam no Orçamento federal e precisarão passar por novos ajustes no futuro. A avaliação é de técnicos do governo, que apontam a necessidade de reequilibrar as contas públicas. Depois de mudanças feitas na regra de pagamento do benefício em 2015, os gastos ficaram na casa dos R$ 40 bilhões, mesmo com a alta do desemprego no país. No entanto, a tendência para os próximos anos é que a despesa volte a subir. A recuperação da atividade econômica com a geração de empregos e o elevado índice de rotatividade no mercado de trabalho são os principais fatores de pressão. No entanto, projeções oficiais indicam que o desembolso anual com o seguro-desemprego romperá a casa dos R$ 40 bilhões no próximo ano, devendo subir até quase R$ 50 bilhões em 2021. Até o terceiro bimestre de 2018, está em R$ 39,5 bilhões.

CNC eleva previsão de vendas pela primeira vez desde maio

Após a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da alta de 4,2% do comércio varejista em agosto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo(CNC) revisou de +4,3% para +4,5% sua estimativa de crescimento do setor este ano. Foi a primeira revisão positiva desde a greve dos caminhoneiros em maio. Para a entidade, a liberação de recursos do PIS/PASEP ajudou nas vendas em agosto, injetando no consumo aproximadamente R$ 10,3 bilhões do total sacado nos meses de agosto e setembro, segundo estimativa da própria Confederação. Esse cenário se baseia na percepção de que a economia e o mercado de trabalho seguem em recuperação lenta, e de que as taxas de juros mantêm tendência de queda pelo menos até o fim do ano. Além disso, a taxa de câmbio, que havia apresentado elevação de quase 20% entre maio e agosto, arrefeceu nas últimas semanas, situando-se atualmente no menor patamar dos últimos dois meses. No entanto, passado o “efeito PIS/PASEP”, o setor deverá voltar a enfrentar dificuldades para sustentar o ritmo de crescimento, mesmo considerando a possibilidade de o varejo brasileiro avançar em 2018 um pouco mais do que no ano passado, quando registrou +4%.

PMC

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje IBGE, em agosto o volume de vendas nos dez segmentos que integram o comércio varejista brasileiro avançou 4,2% em relação a julho. Essa foi a maior taxa mensal desde que a PMC passou a incorporar os desempenhos dos segmentos automotivos e de materiais de construção, em 2003. Destacaram-se as variações apuradas pelos segmentos de vestuário (+5,6%) - melhor resultado desde fevereiro de 2017 (+12,7%) - e o comércio automotivo (+5,4%). Este último ainda foi beneficiado pela redução nas taxas de juros do financiamento de veículos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o resultado de agosto (+6,9%) também surpreendeu positivamente, representando a maior variação do faturamento real desde o último mês de abril (+8,8% ante abril de 2017). Novamente destacou-se o comércio automotivo (+15,9%), além do ramo de farmácias, perfumarias e cosméticos (+7,4%).

 

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

E-mail: jornalistamarciorocha@live.com


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