Por que devo vacinar meu pet contra a Raiva? | Coluna de Estimação | F5 News - Sergipe Atualizado

Por que devo vacinar meu pet contra a Raiva?
Saiba locais em que haverá pontos fixos de vacinação em Aracaju
Blogs e Colunas | Coluna de Estimação 29/10/2021 15h52 - Atualizado em 29/10/2021 16h28

A Raiva, além de representar perigo para os nossos amigos peludos ela é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos. Tendo uma taxa altíssima de mortalidade, a Raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus, que afeta todos os mamíferos, podendo ser contraída não só por cães e gatos, mas inclui ruminantes e animais silvestres, como morcegos, guaxinins e gambás.

A transmissão ocorre por meio da mordida, lambedura e arranhadura de animais infectados com o vírus, que é eliminado pela saliva. Sendo de uma evolução muito rápida e sem cura entre os cães, quando o vírus penetra no organismo, a doença atinge principalmente o sistema nervoso central, ou seja, se liga aos nervos do hospedeiro e migra até o cérebro, levando a inflamação dos tecidos afetados, disseminando por vários órgãos e glândulas salivares e sendo eliminado pela saliva.

Segundo estudos de órgãos de saúde, o período de incubação, o tempo em que o paciente é infectado até a manifestação dos sintomas, pode variar em função da localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura; da carga viral e da proximidade do sistema nervoso central. No ser humano esse tempo pode levar até 45 dias e em cães pode variar de 10 dias a dois meses. Já a transmissão é variável entre as espécies e a eliminação do vírus na saliva nos cães e gatos ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sintomas, permanecendo durante toda a evolução da doença, vindo a óbito em poucos dias.

Dos sintomas encontrados, a depender das espécies, consistem em mudança de comportamento, dificuldade para engolir, paralisia de patas e salivação abundante. Nos animais existem duas fases da doença, a “raiva furiosa” e a “raiva paralítica”. Na primeira com duração de poucos dias, a raiva canina costuma apresentar excitação, depressão, ansiedade, demência, medo ou agitação inusitada, alteração no latido e uma das mais características, a agressividade com as pessoas, com o próprio tutor ou outros animais. Depois, tem início a segunda etapa onde se acentuam os sinais neurológicos, como dificuldade de engolir, salivação, falta de coordenação dos membros, paralisia, geralmente vindo a óbito em dois dias. Na raiva felina, na maioria das vezes a doença é do tipo furioso, com sintomas semelhantes à raiva canina.

“Os animais com raiva vão a óbito em até dez dias a partir do início dos sinais clínicos. A vacina é a principal forma de prevenção da raiva, que é uma doença grave que leva sempre ao óbito, no caso dos animais, e com ocorrência de poucos casos de cura em seres humanos, porém com grandes sequelas. Os animais com raiva, geralmente, apresentam sinais neurológicos, dificuldade de deglutição, convulsões, paralisia, não reconhecem o dono, apresentam salivação e agressividade”, enfatiza o médico veterinário Sidney Michael.

Muitas doenças neurológicas se manifestam com sintomas clínicos semelhantes e somente um médico-veterinário pode identificar se existe a suspeita da raiva, através da sorologia. “Infelizmente, devido a rapidez da evolução da doença é difícil o diagnóstico a tempo e, por isso, só é feito após o óbito do animal mediante histopatológico do tecido cerebral a fim de notificação epidemiológica aos órgãos de saúde”, explica a médica veterinária Juliene Oliveira.

A vacina é a principal forma de prevenção e extremamente importante para o controle da doença que, infelizmente, ainda não possui tratamento eficaz conhecido. A partir dos três meses de vida dos cães e gatos já é possível imunizá-los, sendo que a imunização deve ser reforçada anualmente, conforme orientação do veterinário. Não deixe de imunizar seus filhos de quatro patas para evitar que eles sejam contaminados e possa ainda transmitir. Mantenha sempre a carteira de vacinação do seu pet em dia.

Campanha de vacinação

Municípios sergipanos já estão realizando campanhas de vacinação antirrábica para cães e gatos este ano, como Nossa Senhora do Socorro. Em Nossa Senhora das Dores, Laranjeiras e Simão Dias a vacinação segue até 3 de novembro, e São Cristóvão até 30 de outubro.

Em Aracaju, a campanha municipal de vacinação antirrábica segue imunizando cães e gatos com idades a partir de três meses de vida e para ter acesso ao serviço, basta apresentar o cartão de vacina do animal, se tiver. A meta é imunizar 80% desses animais, o que corresponde a 45.661 do total de 57.076, sendo 43.905 cães e 13.171 gatos. O Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju afirma que a eficácia e qualidade da vacina ofertada pela rede municipal é a mesma da que é disponibilizada na rede particular. A campanha começou no início de outubro com postos volantes, onde as equipes técnicas percorreram bairros da capital sergipana aplicando as doses nos animais das residências visitadas, sendo vacinados 5.929 animais. Esta semana, foi iniciada a nova fase com o "Drive Tudo Pet", posto montado no Parque de Exposições João Cleophas, bairro José Conrado de Araújo, vacinando 1.179 animais. O posto funciona em dias úteis, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, até o dia 12 de novembro, porém no sábado (30) até terça-feira, 2 de novembro, não haverá vacinação no Drive Tudo Pet, posto que volta a funcionar no dia 3. Nos dias 1 e 2 de novembro, não haverá vacinação antirrábica.

No sábado (30), de 8h às 16h, a Prefeitura disponibiliza pontos fixos que seguirão abertos nos dias 6 e 13 de novembro em 40 bairros. No dia 30, a ação contemplará os bairros: Conjunto Augusto Franco, Farolândia, Atalaia, Coroa do Meio, Aeroporto, Aruanda, Povoado Robalo, Areia Branca, Mosqueiro, 17 de Março, Santa Maria, São Conrado. No dia 6: Inácio Barbosa, Grageru, Luzia, Jabotiana, Siqueira Campos, Ponto Novo, América, Getúlio Vargas, Suissa, Pereira Lobo, Cirurgia, Santo Antônio e Industrial. No dia 13: Dom Luciano, Soledade, Lamarão, Japãozinho, Coqueiral, Porto Dantas, Cidade Nova, 18 do Forte, Palestina, José Conrado de Araújo, Santos Dumont, São Carlos, Olaria, Jardim Centenário e Bugio. “Os animais mais agressivos devem usar focinheiras, para evitar acidentes, e coleiras para evitar fugas”, orienta a gerente do CCZ/SMS, Marina Sena.

Além da campanha em postos volantes, durante todo o ano, o Centro de Controle da Zoonose disponibiliza a vacinação dos animais. A unidade funciona de segunda a sexta e está situada na avenida Dr. Carlos Rodrigues da Cruz, S/N, bairro Capucho, vizinho à sede do Ibama. Procure a Prefeitura do seu município para mais informações sobre como vacinar o seu pet.

A Prefeitura de Aracaju informa que em casos suspeitos de raiva, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deve ser informado para acompanhamento do caso e realização dos exames necessários após o óbito. É importante também informar que, em caso de mordidas de cães e gatos, conhecidos ou desconhecidos, e morcegos, as pessoas procurem atendimento médico para ser iniciado o protocolo vacinal pós-exposição e para que o animal fique em observação por um período de dez dias.

*Com informações da Agência Aracaju de Notícias

 

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Fernanda Araújo é formada em Comunicação Social – Jornalismo pela UNIT, pós-graduada em MBA Marketing, Assessoria e Comunicação Integrada pela FANESE. Já trabalhou como assessora de comunicação em sindicato de classe, e atualmente, é repórter no Portal F5 News. Premiada em primeiro lugar no Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica da Fapitec, na categoria web jornalismo, em 2018.

E-mail: fernandaaraujo.jornalismo@gmail.com

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