Tartaruga volta ao seu habitat após ser resgatada de rede de pesca
Animal passou por reabilitação para ser devolvido ao mar, em Aracaju
Blogs e Colunas | Coluna de Estimação 06/07/2019 12:23 - Atualizado em 06/07/2019 12:59

Um momento de celebração à vida animal e esperado por ambientalistas e biólogos do Projeto Tamar acontece na tarde deste sábado (6). Uma tartaruga da espécie verde, Chelonia mydas, volta ao seu habitat natural após um mês de reabilitação em Aracaju.

A tartaruga marinha, que é ameaçada de extinção, é uma fêmea adulta, encontrada no dia 6 de junho deste ano por populares emalhada em uma rede de pesca na praia de Ipioca, no estado de Alagoas. Ela foi retirada da rede e reintroduzida ao mar, mas sem sucesso, segundo o Tamar.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (CETAS), em Alagoas, resgatou o animal e no mesmo dia o encaminhou para o Tamar Aracaju, onde iniciou o tratamento e reabilitação. "Ela apresentou complicaçãoes por afogamento devido ao tempo que ficou presa nessa rede. Ficou em cativeiro, durante o período para reabilitação, e agora está pronta para retornar ao mar", comemora o biólogo Fábio Lira, do projeto Tamar Sergipe.

A partir das 16h, a tartaruga, hoje reabilitada para enfrentar os desafios marítimos, será solta no mar. O convite para acompanhar esse retorno é feito pelo Centro de Visitação do Projeto Tamar Aracaju, que fica na região dos lagos na Orla de Atalaia, zona Sul da capital, funcionando este mês das 09 às 21h diariamente. No local, além de observar tartarugas e outros animais marinhos, o visitante pode conhecer mais sobre a sua reprodução e conservação em mais de 18 aquários e tanques.

Com um pouco mais de um metro de comprimento e pesando 118kg, segundo o Tamar, a tartaruga apresenta bom escore corporal, que antes possuía sinais de afogamento, e encontra-se apta para retornar ao ambiente marinho e dar continuidade ao ciclo de vida da espécie.

Perigo

A captura incidental é considerada atualmente a principal ameaça às populações de tartarugas marinhas. No Brasil, assim como no resto do mundo, a pesca do arrasto do camarão e com espinhéis em alto mar são dois dos principais tipos de pesca que interagem com as tartarugas. Por isso, o Tamar desenvolve programa específico que inclui educação ambiental e orientação aos pescadores, além de desenvolver novos recursos e petrechos de pesca que possam minimizar os efeitos sobre as populações e reduzir os índices de capturas.

Projeto Tamar

O Projeto Tamar começou em 1980 a proteger as tartarugas marinhas no Brasil. A Fundação Pró-Tamar é a principal executora das ações do PAN - Plano Nacional de Ação para a Conservação das Tartarugas Marinhas no Brasil do ICMBio/MMA. A Petrobras é a patrocinadora oficial do Tamar, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. 

O Tamar trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no país, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). O projeto protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 26 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. 

*Com informações do Projeto Tamar Aracaju

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Fernanda Araújo é formada em Comunicação Social – Jornalismo pela UNIT, pós-graduada em MBA Marketing, Assessoria e Comunicação Integrada pela FANESE. Já trabalhou como assessora de comunicação em sindicato de classe, e atualmente, é repórter no Portal F5 News. Premiada em primeiro lugar no Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica da Fapitec, na categoria web jornalismo, em 2018.

E-mail: fernandaaraujo.jornalismo@gmail.com


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